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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Suspeita de torturar adolescente com paralisia é presa em Ubajara


A cuidadora de um adolescente de 17 anos com paralisia cerebral, suspeita de torturá-lo foi presa, na manhã de ontem, por força de um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Única da Comarca de Ubajara, onde o crime aconteceu. De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Elenilda Franklin de Sousa, 21, confessou em depoimento os maus-tratos à vítima.

A denúncia da tortura foi feita por familiares do adolescente, que desconfiaram da cuidadora e decidiram instalar câmeras na residência. Imagens do dia 1º de agosto deste ano mostram Elenilda Sousa sufocando a vítima com um travesseiro e se jogando em cima dela. A mulher disse à Polícia que descontava no jovem de 17 anos, que não tinha como se defender, "as raivas que a família dele fazia a ela".

Quando soube que havia sido flagrada agredindo o adolescente, a cuidadora pediu demissão. Segundo a SSPDS informou com base no inquérito, ela já trabalhava na residência em que praticou o crime há quatro anos.

A denúncia de tortura feita à Delegacia Regional de Tianguá foi aprofundada com análise das imagens. Durante os depoimentos que prestaram à Polícia, os familiares admitiram que instalaram as câmeras, porque suspeitavam dos hematomas e das feridas no corpo do menino.

Como o adolescente possui deficiência que o impede de falar, os avós perceberam uma mudança no comportamento dele. A acusada foi presa na casa dos pais, no município de Ibiapina (a 360Km de Fortaleza), também na Serra da Ibiapaba, sem oferecer resistência.

Ela vai responder pelo crime de tortura, que tem pena de dois a oito anos de reclusão. A SSPDS não divulgou para onde a mulher foi levada, porque havia ameaça de linchamento por parte da população.

Diário do Nordeste

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Vídeo flagra cuidadora maltratando jovem com paralisia cerebral Ubajara-CE


A Delegacia Regional de Tianguá (4ª Região) da Polícia Civil instaurou inquérito para investigar agressões cometidas por uma cuidadora de 22 anos a um adolescente de 17 anos que sofre de paralisia cerebral. O caso ocorreu no município de Ubajara, a 300 km de Fortaleza.

As agressões foram filmadas por câmeras instaladas na casa da vítima no início deste mês, após o jovem apresentar um comportamento nervoso, principalmente quando estava próximo da cuidadora. Além disso, o adolescente apresentava hematomas pelo corpo, o que fez parte da família desconfiar, há cerca de um ano, que ele estava sofrendo maus-tratos.

O jovem mora em uma residência com os avós, que também têm a saúde debilitada e não acreditaram na suspeita de outros familiares, conforme um parente revelou à reportagem. Aproveitando-se de uma viagem que o casal de idosos fez, os outros familiares instalaram as câmeras na casa e confirmaram a suspeita das agressões.

Em trecho da filmagem enviado por um amigo da família da vítima para o jornal Diário do Nordeste, através da ferramenta VCRepórter, no aplicativo WhatsApp, é possível perceber a cuidadora machucando o adolescente de diversas formas: empurrando, puxando, batendo, colocando todo o seu corpo em cima da vítima e tentando sufocá-la.

As imagens da agressão circularam pela Internet e revoltaram muitos moradores da região. Ao assistir as cenas de violência, a família do garoto disse ter ficado indignada. "Eu estava no meu trabalho quando vi as imagens e fiquei totalmente em pânico, todo me tremendo. Nunca esperava isso dela (da cuidadora). Corri atrás dos meus familiares mais próximos e fomos direto à Delegacia", relatou o parente.

A família disse que tinha confiança na mulher, que já trabalhava na casa desde 2012, quando foi contratada por ter experiência em cuidar de idosos e crianças - entretanto, nunca tinha cuidado de pessoas com deficiências físicas.

Depoimento

Com posse dessas imagens, a Polícia instaurou inquérito para apurar o caso. A cuidadora foi intimada e, de acordo com a Polícia, confessou a autoria das agressões. No depoimento, a mulher alegou que sofria perseguição dos patrões e descontava propositalmente na criança.

Apesar de confessar a violência, a cuidadora afirmou que está arrependida e que tem afeto pelo rapaz. O delegado da 4ª Região, Miguel Sales, definiu o comportamento da mulher como "frio, sem emoção".

De acordo com Sales, uma semana antes de a família ter acesso ao conteúdo filmado pelas câmeras, a cuidadora pediu demissão do trabalho doméstico. Sales classificou a atitude da mulher como "tortura". "Tortura mesmo, porque ela sufocava a vítima com pano, colocava o peso todo dela em cima do menino, batia". O delegado explicou que as imagens passarão por análise nos próximos dias e, em seguida, deve concluir o inquérito e enviar à Comarca de Ubajara.


Parentes da vítima também prestaram depoimento ao delegado Miguel Sales. "O meu sentimento é que a Justiça seja feita e que essa mulher acabe presa. Não existe justificativa para tantos maus-tratos", completou o familiar emocionado.

G1/CE