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5 de novembro de 2016

Jovem é morto a tiro em Banabuiú após confusão em festa

A primeira morte do final de semana na região do Sertão Central foi registrada neste Município, distante cerca de 220 km da Capital. De acordo com a Polícia, a vítima, identificada apenas pelo nome de José da Silva, de 20 anos, foi morto no bairro Brasília. O disparo acertou o jovem na altura do peito.

Conforme a Polícia, o crime foi registrado por volta de três da manhã deste sábado (5). A vítima ainda chegou a ser socorrido ao hospital da cidade mas, de acordo com a equipe de plantão, o jovem já chegou na unidade de saúde sem vida.

Populares informaram ao Diário Sertão Central que José da Silva estava em uma festa na noite anterior em um clube e entrou em uma briga para defender e tirar um amigo. Momentos depois ele teria sido perseguido e morto. No boletim enviado à imprensa, a Polícia não confirmou essa informação.

A equipe realizou buscas na cidade e colheu informações sobre os suspeitos mas, até a manhã deste sábado, ninguém ainda havia sido preso.

Diário do Nordeste

PM é baleado durante tentativa de assalto na Capital

Um subtenente PM destacado na Casa Militar foi baleado, no início da tarde deste sábado (5), durante uma tentativa de assalto, no bairro Messejana. De acordo com familiares da vítima, ele estava na calçada da casa onde mora, na Rua Santa Ângela, quando foi abordado por um casal e reagiu ao roubo. 

Conforme testemunhas do fato,  o casal que tentou roubar os pertences do subtenente estava em uma motocicleta. Durante a troca de tiros, a mulher que estava na garupa do veículo também teria sido lesionada, mas os dois suspeitos  conseguiram fugir e a informação ainda não foi confirmada pela Polícia. 

O militar foi atingido duas vezes no tórax e socorrido por populares. Ele foi encaminhado para um hospital particular, no Bairro de Fátima, onde permanece internado. Segundo a família, o PM está consciente.

Diário do Nordeste

Barracas abandonadas na Praia do Futuro viram refúgio de ladrões

As barracas abandonadas na Praia do Futuro, em Fortaleza, continuam sendo um problema para moradores e barraqueiros que ainda trabalham na região. Os espaços desocupados estão sendo utilizados como esconderijo de assaltantes, bem como de armamento. Diariamente, policiais militares capturam adolescentes e adultos roubando em trechos dos bairros Serviluz e Caça e Pesca. Entretanto, desde 2011, há um entrave judicial para a demolição dos estabelecimentos em toda orla da Praia do Futuro, na Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).

Mesmo sem a decisão judicial, conforme a Prefeitura de Fortaleza, um estudo georeferencial já foi realizado na Praia do Futuro. O diagnóstico foi levantado para avaliar quais barracas continuam em estado de abandono, bem como vistoriar as documentações. O estudo apontou que 28 barracas estão sem uso em todo a faixa de areia da Praia do Futuro. Os órgãos municipais aguardam autorização da Superintendência do Patrimônio da União no Ceará (SPU) para demolir os estabelecimentos, ainda sem previsão.

De acordo com a presidente da Associação dos Empresários da Praia do Futuro, Fátima Queiroz, foi formado um grupo de trabalho para solucionar os problemas das barracas abandonadas no ano passado. "Nós devemos retomar nos próximos meses a conversa com o prefeito Roberto Cláudio". Ela diz que tanto os barraqueiros quanto a Prefeitura compreendem que os locais estão sendo usados como pontos de crimes e moradia.

Na manhã de ontem, enquanto a reportagem visitava algumas barracas, policiais militares detiveram três adolescentes próximo a uma barraca na Avenida Zezé Diogo. De acordo com o tenente Wellington, do Batalhão de Policiamento Turístico do Ceará (BPTur), o trio pegou a bolsa de uma senhora que caminhava no calçadão. Os adolescentes foram capturados e encaminhados à Delegacia da Criança e Adolescente (DCA).

O garçom Antônio Sales revela que os assaltos são constantes. "Outro dia, eles quebraram a perna de uma idosa e roubaram uma grávida. A gente até vê policiai aqui, mas os assaltos ocorrem em horários que eles estão almoçando ou muito cedo".

Alerta

Segundo os barraqueiros, os policiais chegam por volta de 8h, enquanto os assaltos ocorrem de 7h às 8h e também durante próximo ao meio-dia. A maranhense Silva Helane está há sete dias de férias em Fortaleza. Instalada em uma pousada com uma amiga e a filha, ela foi informada por funcionários do estabelecimento que não saísse com objetos de valor naquela área.

Apesar do casos relatados pela população, segundo o tenente-coronel e relações públicas da Polícia Militar, Andrade Mendonça, os registros de assaltos e furtos na região são baixos nos últimos meses. "O que pode está ocorrendo é que essas informações não estejam sendo informados à Polícia".

O último recurso apresentado pelo MPF, conforme a assessoria do TRF5, está sob a relatoria do desembargador federal Manoel de Oliveira Erhardt e será julgado pelo Pleno do TRF5, provavelmente, no início de 2017. O documento tem 84 volumes e 18.453 páginas.

Já a última atualização, segundo o MPF, ocorreu em fevereiro deste ano. O MPF, por meio da Procuradoria Regional da República da 5ª Região, recorreu da decisão da Quarta Turma do TRF5 em relação às barracas instaladas na Praia. A turma havia decidido, por maioria, que todos os quiosques deveriam ser mantidos no local, exceto os que estivessem abandonados ou tivessem sido construídos após a decisão judicial que vedou a realização de qualquer obra ou benfeitoria nova naquela área.

ENQUETE

Como você avalia a situação?

"Já tive a casa invadida. Levaram meus eletrônicos e roupas. Não se pode viver assim. É preciso que tirem essas barracas abandonadas, pois elas não servem para nada. O policiamento ainda é pouco para cá"

Lidiane Santos

Operadora de caixa

"É necessário um trabalho para revitalizar essa região. Não adianta só jogar policiais aqui, até porque eles não conseguem cobrir todas as áreas. Falta mais atenção dos donos desses imóveis com seus bens"

Charles Almeida

Garçom

Diário do Nordeste