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24 de abril de 2016

Após briga com esposa, PM deixa policial baleado e é encontrado morto


Uma ocorrência terminou com um policial militar morto e outro baleado, na madrugada deste domingo, 24, na Barra do Ceará. A esposa de um policial militar identificado como Marcelo acionou à Polícia após o marido efetuar disparos no portão da casa dela. Chegando ao local, a composição do Ronda do Quarteirão do Pirambu foi recebida a tiros por Marcelo, onde o PM Francisco Aderlan Rodrigues, 30 anos, acabou atingido de raspão.

Segundo informações o comandante de Policiamento da Capital (CPC), coronel Francisco Souto, Marcelo havia se separado da mulher e estaria com o vídeo da esposa, indo até o imóvel dela para tirar satisfações. Depois de efetuar os tiros no portão da casa, o PM se escondeu no telhado da residência. Quando os policiais do Ronda chegaram, ele atirou contra a equipe, atingindo Aderlan.

Com a reação de Marcelo, a composição acionou o reforço, cercando o policial. Conforme o coronel Souto, Marcelo foi encontrado morto sobre a caixa d'água da residência. Há uma suspeita de que ele tenha se suicidado. 

O perito Antoniel Silva, que esteve o local, disse que não concluiu como suicídio. De acordo com o profissional, ainda é preciso confrontar uma série de vestígios materiais.

O comandante do CPC disse que o caso vai ser investigado pelo 7º Distrito Policial (DP). A Delegacia de Assuntos Internos da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) também realizará investigação.

Policial baleado
O policial do Ronda do Quarteirão baleado foi socorrido ao Instituto Dr. José Frota (IJF). Segundo o sargento Mauro Rodrigues, do setor de segurança da unidade hospitalar, Aderlan está consciente, em observação. Ele foi atingido do lado direito do rosto, de raspão, na altura da sobrancelha.

O POVO Online

Acidente de trânsito com vítima fatal em Russas


Neste domingo, dia 24, por voltas das 16h40min, na BR 116 km 161, entrada da cidade de Russas-CE, foi vitima de atropelamento Janicleudo Batista  Florindo, 29 anos, natural de Russas, endereço não informado, o mesmo trafegava em uma bicicleta e foi atropelado quando tentou atravessar a citada BR, pela picape VW/Saveiro, cor branca, placa AKW-3852, que era conduzida por José Océlio da Silva, 62 anos, natural de Russas. A vitima ainda foi atendida por uma equipe do SAMU, porém, não resistiu a gravidade dos ferimentos e veio a óbito no local. Os PM atenderam a ocorrência e adotaram as medidas cabíveis até a chegada de uma patrulha da PRF, que assumiu a ocorrência.

Com Informações do 1ºBPM

SEM  MAIS DETALHES.

Namorada do filho de Ciro Gomes é presa após furtar roupas de luxo em São Paulo


A jornalista Maria Gabriela Mendonça de Lyra, 26, neta do ex-deputado federal João Lyra, e atual namorada do filho de Ciro Gomes, foi presa na quinta-feira (22) no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, sob acusação de furto.

Segundo a informação divulgada no programa Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena, Maria Gabriela estava em posse de duas peças de roupas no valor de R$ 5 mil. Ela teria tentado deixar a loja sem ser percebida.

O namorado de Maria Gabriela chegou a ir ao local tentar pagar as peças de roupa, mas não houve acordo.

A jovem foi presa em flagrante por furto qualificado e levada para a carceragem do 89º Departamento de Polícia, no Morumbi. O habeas corpus saiu no final da tarde e Gabriela foi liberada após pagar fiança.

O advogado de Maria Gabriela disse que houve um engano, já que a moça estava perturbada psicologicamente, e que ninguém iria dar declarações.

Ceará News

Sem dinheiro, Estados cortam 47% dos investimentos no 1º bimestre


A penúria enfrentada pelos Estados era uma crise anunciada. Com uma estrutura inchada pelo aumento da dívida e crescimento das despesas com pessoal, as receitas tinham de ser crescentes para fechar a conta. A recessão econômica, no entanto, mudou esse roteiro e colocou as finanças estaduais numa rota trágica. Hoje, sem dinheiro até para pagar o funcionalismo público, a alternativa de boa parte dos governadores tem sido sacrificar os investimentos. Só no primeiro bimestre deste ano os recursos aplicados caíram 47% em relação a 2015, de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,1 bilhão.

O resultado da paralisia dos Estados é um amontoado de obras interrompidas em todo o Brasil, sem previsão para serem concluídas. São projetos de várias áreas: de metrô a hospitais, de estradas a creches, de esgoto a escolas. Algumas foram interrompidas no meio e viraram grandes esqueletos; outras estão suspensas até a situação melhorar. E há ainda aquelas que estão sendo tocadas, mas num ritmo lento, com cronogramas a perder de vista.

"O investimento foi a grande variável de ajuste das contas públicas", diz o consultor econômico do Senado, Pedro Jucá Maciel, responsável pelo levantamento do orçamento dos Estados, que considerou as despesas liquidadas (fase anterior ao pagamento) no primeiro bimestre. Jucá diz que a queda de quase metade dos investimentos foi surpreendente porque a base de comparação já era fraca.

De acordo com a pesquisa, o ranking dos maiores tombos de investimentos estaduais é liderado por Rio de Janeiro (94%), Pará (92%) e Goiás (90%). O Rio Grande do Sul - que tem mostrado uma das faces mais perversas da crise, a falta de dinheiro para pagar os servidores - só não entrou nessa lista porque os investimentos do ano passado já haviam sofrido um corte drástico.

Outros Estados seguem o mesmo caminho. Houve aumento no Paraná e em Santa Catarina, embora tímidos para recuperar a defasagem de investimentos dos Estados.

"A partir de janeiro de 2015, fizemos um contingenciamento de 25% no orçamento, revisamos licitação em curso, renegociamos contratos e proibimos novas contratações", diz o secretário da Fazenda do Paraná, Mauro Ricardo Costa.

A crise fiscal paranaense se tornou emblemática pelo confronto entre professores e a Polícia Militar durante votação do projeto que alterava o regime previdenciário dos servidores estaduais. "O ajuste custou muito à popularidade do governador (Beto Richa, do PSDB). Mas conseguimos um superávit de R$ 2,5 bilhões em 2015 e voltamos a investir neste ano", diz o secretário.

Origem do problema - A situação crítica das finanças estaduais tem origem na forte queda da arrecadação, sobretudo do ICMS - o principal imposto estadual -, e pelo excesso de endividamento. Entre 2012 e 2015, a União estimulou os governos estaduais a se endividarem. Mesmo Estados com baixa capacidade de tomar empréstimos receberam aval da União para novos empréstimos.

"Os Estados já estavam muito endividados. Quando o governo Dilma liberou crédito de forma indiscriminada só antecipou e agravou a crise. A depressão atual, obviamente, afetou sobremaneira essa situação", diz o professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), José Roberto Afonso, também pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Uma parte da piora das finanças estaduais também se deve ao recuo do Fundo de Participação dos Estados (FPE). No primeiro trimestre, os repasses do governo federal caíram 4,9% em relação a igual período de 2015. Em março, no entanto, o tombo foi de 39% comparado ao mês anterior.

Nas últimas semanas, a crise do endividamento dos Estados foi parar no Judiciário. Nove Estados conseguiram liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) para alterar a metodologia de cálculo das dívidas estaduais de juros compostos para simples. O governo federal tenta reverter a decisão.

Segundo cálculos da equipe econômica, a mudança na metodologia deverá reduzir em R$ 300 bilhões o tamanho da dívida dos governadores. Muitos Estados deixariam de ser devedores e passariam a ser credores da União. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ESTADÃO conteúdo

Irmão mata irmão à facadas em Russas


Neste Domingo, por voltas das 09h20min, na Av. Irmã Maria da Graça nº 2102, bairro Ipiranga em Russas-CE, foi vítima de homicídio Francisco Weslley de Sousa(Batata), 21 anos, natural de Russas, residente no endereço acima, a vítima entrou em vias de fato após uma discussão com seu irmão Cicero Ewerton Pereira, 27 anos, natural de Russas, no interior da residência, vindo a ser lesionado com 03 (três) perfurações a faca, sendo uma no tórax do lado esquerdo e duas no ombro esquerdo, e o acusado foi também lesionado com 02 (duas) lesões no braço esquerdo. Os PM do Ronda do Quarteirão que realizava rondas nas proximidades do ocorrido, socorreu Weslley para o hospital, e Cicero já havia sido socorrido por populares, Wesley veio a óbito quando estava sendo medicado, e seu irmão que também estava sendo medicado foi preso e conduzido a DRPC de Russas, e autuado em flagrante com base no Art. 121 do CPB. (Homicídio). 

Com Informações do 1ºBPM
Batata                                 Cicero

Seca gera fuga de investimentos na fruticultura do Ceará

Maiores produtoras de melão do País ­e com sede no Ceará -, Carlos Prado lamenta o "fato de o Ceará não ter água suficiente para atender à população e à produção irrigada", apesar de todos os esforços do governo estadual para "impedir que se perdesse as culturas que estavam implantadas". No entanto, ele explica, os contratos fechados para fornecer frutas aos mercados brasileiro e internacional não podem ser descumpridos sob a pena de falir as empresas, o que faz dessa ida para outros estados "uma tendência natural para um caso desse".

Diante disso, atualmente, ele está preparando terras para cultivo nos estados do Piauí e da Bahia, além de negociar terras no Rio Grande do Norte. "Temos todo o nosso plano B em andamento para não falhar com nosso cliente. R$ 100 milhões foram aplicados, pois nesses locais já tinha estrutura estabelecida com terras, poços e foram feitas só adaptações", detalha.

O mesmo acontece com a maior produtora de frutas do País instalada no Ceará, a Agrícola Famosa, que paralisou o cultivo de melão em dois mil hectares e dispensou cerca de mil funcionários apenas no perímetro irrigado do Tabuleiro de Russas, onde a empresa considera a situação mais crítica.

"A diversificação de culturas, que nós gostaríamos de fazer tudo dentro do Ceará, até porque a infraestrutura e o porto por onde exportamos está aqui, tivemos de fazer fora por causa das culturas de longo prazo, perenes. Mas esses investimentos estão começando agora, algo em torno de R$ 30 milhões, para o plano de investimento dos próximos três anos", contou o sócio da Famosa, Luiz Roberto Barcelos.

Questão climática

O empresário explica que está transferindo para o Rio Grande do Norte e Piauí as plantações de banana e mamão por conta do ciclo de médio a longo de desenvolvimento da planta, o qual necessita de mais água para se desenvolver e gerar frutos de boa qualidade. Já no Ceará, continuam as plantações de melão e melancia, carros-chefes da empresa. Barcelos avalia ainda que, "para ter segurança hídrica dentro do Estado, só com a Transposição do Rio São Francisco e das bacias hidrográficas".

Isso porque, segundo expõe, as chuvas anuais tem uma média de 600 milímetros a 700 milímetros, enquanto a evaporação ocorre em grande intensidade devido ao sol forte, o que reduz rapidamente a umidade do solo cearense e ajuda a deixar os reservatórios em estado crítico.

"Nós temos muitos poços, mas boa parte é em água subterrânea, os quais, dependendo da região, a água pode ser salobra e não ter qualidade", acrescenta Carlos Porro, sócio da Agrícola Famosa. Ele informa que, para 2016, a empresa tem contratos para a entrega de 350 mil toneladas de frutas, o que a levou a Pernambuco e Piauí.

"Agora, isso não quer dizer que o governo tenha falhado, é uma questão climática", arremata Carlos Prado ao elogiar a ação da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e afirmar que o governo do Ceará "tem dado toda a atenção ao setor produtivo, mas não é possível fazer mais do que isso".

Transposição e incentivos

Para dar fim a esta insegurança hídrica do Estado em um curto ou médio período de tempo, os empresários apontam a Transposição do Rio São Francisco como a melhor possibilidade. Entretanto, alertam para a necessidade de concluir as obras complementares, de responsabilidade do governo estadual, que devem levar todo o volume transposto desde Pernambuco até as áreas de plantio com dificuldade de abastecimento.

O Ministério da Integração garantiu, na última semana, que deve encher a barragem de Jati - primeira cidade cearense por onde a água deve chegar - em outubro. No entanto, para acelerar a chegada ao Castanhão, o Governo do Estado precisa concluir um trecho do Cinturão das Águas do Ceará (CAC) que interligará via o Riacho dos Porcos, o Rio Salgado e o Rio Jaguaribe, Jati e o Castanhão. "Sem que se complemente as obras, tudo vai se perder", alerta Carlos Prado.

Incentivar as culturas de maior impacto econômico também foi endossado pelos fruticultores como forma de selecionar melhor quais as culturas o Estado, em condições de dificuldade de abastecimento, deve valorizar. Para eles, plantios de arroz que necessita de água em abundância e geram poucos empregos e renda deviam ser preteridos aos produtores que utilizam gotejamento como técnica de irrigação e os que empregam muito e/ou comercializam produtos de grande valor agregado.

"Estamos defendendo uma lei que incentive a utilização da água para quem está gerando mais emprego e renda. Posso até não me encaixar dentro dessa equação, mas é o modelo que defendemos vide a situação do estado", informa Luiz Roberto Barcelos, que também é Presidente da Associação Brasileira de Produtores de Frutas e Derivados (Abrafruta).

Perda de investidores

Ele ainda destaca a perda de oportunidades do Ceará por conta da insegurança hídrica. "Poderíamos convidar outros grandes produtores de laranja, manga, uva... Para cultivar no Estado e não dá", lamenta, reforçando que "é fundamental que continue com essa política para manter o Ceará como terceiro maior exportador de frutas do País, que, apesar de quatro anos de seca, tem continuado assim devido aos esforços para manter a produção dentro do Estado".

Na avaliação do presidente da Abrafruta, o Ceará, mesmo possuindo uma boa gestão financeira e de recursos hídricos, acaba perdendo receita, vide a competição com outros estados - que oferecem, além da segurança hídrica, benefícios fiscais e estudos sobre a produção. O caso, inclusive, acaba afetando outros setores produtivos do Estado.
Diário do Nordeste.

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