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terça-feira, 26 de dezembro de 2023

FERIADÃO COM TRÂNSITO MENOS VIOLENTO: PRF divulga redução de 50% no número de acidentes graves e de feridos nas rodovias federais do Ceará

Mesmo com mais dias em relação ao Natal do ano passado, todos os índices de acidentalidade reduziram em 2023.

A Operação Natal 2023 da PRF encerrou às 23h59 de ontem (25) e registrou uma redução de 50% no número de acidentes graves e de feridos nas rodovias federais do Ceará. O número total de acidentes diminuiu em 48%. Os dados foram comparados com o Natal de 2022.

Ao todo, foram 12 acidentes nas rodovias federais do estado, sendo 5 deles considerados graves; esses acidentes deixaram 18 feridos e 3 mortos. É importante destacar que esse ano o feriado de Natal aconteceu na segunda-feira, o que originou um “feriadão” e, mesmo com mais dias de Operação, os números foram menores que 2022, quando o Natal se deu em um domingo.

Durante a Operação, a PRF fiscalizou 1.592 veículos, realizou 1.260 testes de alcoolemia e registrou 34 horas de fiscalização com radar móvel. Ao todo, foram lavradas 1.110 autuações, com destaque para as infrações relacionadas à ultrapassagens indevidas (200), irregularidade no licenciamento (115), veículos em mau estado de conservação ou com equipamentos obrigatórios ineficientes (124), condutor sem CNH (67), não uso do cinto de segurança (37) e ausência da utilização do capacete de segurança (56). Nesses números não estão computadas infrações relativas ao excesso de velocidade.

Foram registradas 8 ocorrências criminais, que resultaram na prisão de 7 pessoas, recuperação de um veículo e apreensão de outro por adulteração dos sinais de identificação.

A PRF encerra a Operação Natal e já se prepara para a Operação Ano Novo, onde repetirá a estratégia operacional de massificar a presença preventiva, com vistas a garantir mais segurança aos usuários das rodovias federais do estado do Ceará.

Justiça e Segurança

Presidente do Senado quer votar fim da reeleição e mandato fixo para o STF em 2024

 SEGUNDA-FEIRA, DEZEMBRO 25, 2023  NENHUM COMENTÁRIO

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pretende pautar no próximo ano uma proposta de emenda constitucional para fixar mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal e outra para acabar com a reeleição no Executivo. “O fim da reeleição é algo que é um desejo muito forte dos senadores, nós vamos fazer audiências públicas, debater isso”, disse Pacheco nesta sexta-feira (22) durante café da manhã com jornalistas do qual o Congresso em Foco participou.

Ele disse que ainda não conversou com o presidente Lula sobre o assunto. “Pode ser que tenha alguma resistência [do governo], mas, mesmo com resistência, a vontade dos senadores é muito grande”, observou. O senador ressalta que a eventual mudança na Constituição não prejudicará o presidente Lula nem os atuais governadores e prefeitos. Segundo ele, a previsão é de que a regra só entre em vigor a partir de 2030. “Não pega Lula, não pega Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo]”, destacou.

Pacheco entende que o instituto da reeleição atrapalha a gestão na medida em que os governos tendem a gastar de maneira excessiva no primeiro mandato em busca de outros quatro anos de gestão. Para o senador, o ideal é que as eleições sejam unificadas, a cada cinco anos. A medida, na avaliação dele, resultará na redução de gastos públicos com os fundos eleitoral e partidário e com a própria Justiça eleitoral. Para que os mandatos sejam coincidentes, o dos senadores deverá ser alterado para cinco ou dez anos, ressaltou.

Como mostrou o Congresso em Foco, o presidente do Senado criticou a mudança feita pelo relator da proposta orçamentária, deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), para elevar o montante destinado às campanhas eleitorais em 2024 para R$ 4,9 bilhões. “É um exagero“, classificou, ao anunciar que vai tentar impedir a aprovação desse montante na sessão conjunta desta sexta-feira.

O presidente do Congresso também defendeu o poder do Legislativo para alterar o acesso, a forma de ingresso e de permanência na cúpula do Judiciário. “Eu acho que o Supremo tem o seu poder definido na Constituição, que foi concebida pelo Legislativo. Alterações no poder do Supremo também devem ser feitas pelo Legislativo. Isso é normal”, declarou.

Entre as mudanças que deverão ser discutidas pelo Senado, segundo ele, estão a elevação da idade mínima para ser ministro – possivelmente para 45 anos – e a definição de um mandato para membros do STF. O senador sugere ainda que seja reduzido o rol daqueles que podem entrar no Supremo para pedir inconstitucionalidade de lei.

Para ele, é negativo para o país que uma proposta aprovada pelo Congresso, por ampla maioria de votos, seja questionada por um único partido. De acordo com o senador, uma saída seria exigir que a legenda reúna um número mínimo de assinaturas para conseguir contestar uma norma no Supremo. “É como uma cláusula de barreira para acesso ao Supremo”, explicou.

Em relação à fixação de mandato para ministro do Supremo, Pacheco destacou que vários integrantes e ex-membros da corte já defenderam a medida. O principal receio entre os ministros, segundo o senador, é que a instituição de mandatos fomente uma corrida permanente pelas vagas na corte. “O ministro Gilmar Mendes tem receio de que possa abrir uma porteira para indicações. Mas não somos irresponsáveis”, declarou. “Evidentemente, a medida também não retroagirá”, ressaltou.

(Folha Estado)

Programa Espaço Livre as 4;30 da manhã na Radio Progresso FM 101.1.

                                   Erivando Lima.

Lula, que esteve em mais de 20 países em 2023, "esqueceu" de visitar 8 estados brasileiros

 TERÇA-FEIRA, DEZEMBRO 26, 2023  NENHUM COMENTÁRIO

Um dos estados foi peça importante no pleito da disputa presidencial.
O presidente Lula não incluiu oito dos 26 estados brasileiros em sua agenda de compromissos ao longo de 2023, revela levantamento da Folha de S.Paulo. Minas Gerais, Acre, Alagoas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Tocantins ficaram fora dos roteiros do petista.

Em contrapartida, o presidente fez questão de estabelecer presença em mais de 20 países ao redor do mundo. Em um total de mais de 60 dias dedicados a viagens internacionais, a agenda de Lula foi marcada por deslocamentos que geraram críticas, em uma espécie de “tour milionária”.

A extensa agenda de viagens, que se assemelha a uma agenda de estrela pop, levanta questionamentos sobre a ausência tão longa no próprio país, como a crise desencadeada pelas chuvas no Rio Grande do Sul no segundo semestre deste ano. Lula não se fez presente diante da tragédia que atingiu a população gaúcha.

Um dos redutos esquecidos que mais chama atenção é Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. O estado, governado por Romeu Zema, é chave não apenas por sua dimensão, mas pelo resultado acirrado durante as eleições de 2022. Apesar de o eixo mineiro representar um ponto decisivo no cenário político nacional, Lula parece não estar se importando com o pós-eleição.

(Conexão Política)