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6 de setembro de 2016

Gastos anuais com servidores sobem 210,5% e eleitos irão receber prefeituras quebradas

Um levantamento inédito divulgado na edição desta segunda-feira (5) do jornal O Globo, mostra que os gastos anuais com os servidores municipais subiram 210,5%. Isso significa que, para cada brasileiro, o gasto por ano com o funcionalismo municipal passou de R$ 216,00 para R$ 671,00.

A pesquisa da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas mostra que a disparada da folha de pagamento municipal é reflexo da municipalização de serviços desde a Constituição de 1988.

Com mais atribuições, os municípios precisam contratar mais gente e comprometem o orçamento com a folha, deixando pouco espaço para investir.

Soma-se isso a crise fiscal dos estados e da União, de onde vem boa parte do dinheiro repassado a prefeituras. Dessa forma, está criado o quadro de municípios quebrados que aguarda os próximos prefeitos.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziukoski, detalha que em 1988 havia cerca de 40 mil servidores municipais na Saúde. Hoje, são cerca de um milhão e meio, com os profissionais, por exemplo, do programa Saúde da Família.

Ele diz ainda que, ao longo desse período, a União foi se eximindo das ações na área social e repassando para as prefeituras. Ao criar o piso do magistério, por exemplo, quem tem de arcar é a prefeitura.

O levantamento completo está publicado na edição desta segunda-feira (5) do O Globo.

Ceará News

Ministério Público denuncia acusado de matar o tio em Acaraú

Antônio Ribeiro Fonteneles Filho, o 'Júnior', é acusado de matar o tio dele, José Valderi Fonteneles, em agosto deste ano, no município de Acaraú
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através da Promotoria de Justiça da Comarca de Acaraú, denunciou, ontem, Antônio Ribeiro Fonteneles Filho, o 'Júnior' - por homicídio qualificado (por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e por ocultação do cadáver do tio dele, José Valderi Fonteneles.

O crime aconteceu em 1º de agosto último, em Acaraú, a cerca de 240 km de distância de Fortaleza. Conforme a denúncia do MPCE, Júnior teria matado Valderi com um tiro na cabeça, dentro do carro do acusado, após uma discussão sobre R$ 38 mil que o tio devia ao sobrinho.

De acordo com o MP, no dia do crime, tio e sobrinho, que tinham uma relação semelhante à de pai e filho, já tinham discutido uma vez, quando Valderi foi à loja de peças de Júnior, no Centro da cidade, para discutir sobre a dívida que tinha com ele.

Terreno

Depois, o acusado convidou a vítima para ir ver um terreno na localidade de Tucunzeiros, zona rural do município de Acaraú. A investigação do MPCE apontou detalhes de um crime premeditado. Nos dias anteriores ao assassinato, Júnior teria aplicado película fumê 100% duas vezes nos vidros do seu veículo e comprou uma lona, corda e sacos de plástico, que foram utilizados posteriormente para ocultar o corpo.

O cadáver de Valderi foi encontrado no dia seguinte ao homicídio, em um matagal no município de Amontada, a cerca de 70 km de Acaraú. A Polícia chegou ao local depois de Júnior confessar a autoria do crime.

A defesa de Júnior, representada pelo advogado Leandro Vasques, disse que ingressou com pedido de revogação da prisão e só irá se manifestar sobre a denúncia depois de tomar conhecimento do teor da representação do MP. Além disso, Vasques sustentou que o acusado apresentou uma nova versão ao ser ouvido novamente, na qual afirma que confessou o crime ao ser coagido sob ameaças à família dele por bandidos que entraram no carro e praticaram o homicídio.

Diário do Nordeste