Segundo as investigações, secretarias desses municípios teriam contratado empresas sem estrutura logística e operacional compatível com a prestação dos serviços.
A suspeita é de que essas empresas tenham recebido cerca de R$ 29 milhões em recursos públicos entre 2017 e 2023 e repassado parte dos valores a possíveis funcionários públicos.
O caso é apurado pela Operação Rota Fantasma, deflagrada na manhã desta terça-feira (9) pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela 18ª Vara Federal nas cidades investigadas.
As diligências têm como objetivo apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outras mídias que possam contribuir para o avanço das investigações.
O material recolhido também deverá auxiliar na identificação da participação de cada investigado nos supostos crimes e no rastreamento da destinação dos recursos federais repassados aos municípios envolvidos.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2025, após uma comunicação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A análise identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica de determinadas empresas que participaram de licitações públicas entre 2017 e 2023.
Segundo a apuração, após receberem recursos da administração pública, parte dos valores teria sido transferida para pessoas ligadas ao poder público municipal, hipótese que agora está sob investigação.
Os envolvidos poderão responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

