DOIS ADVOGADOS ESTÃO ENTRE OS ALVOS
Mais de 40 integrantes da organização criminosa Comando Vermelho (CV) foram presos na manhã desta quinta-feira (18) durante uma operação realizada nos estados do Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amazonas, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.
Os alvos da ofensiva atuavam na região Norte do Ceará e também em outros estados do país.
Dois advogados estão entre os investigados, suspeitos de praticar crimes para beneficiar a facção. Um deles foi preso em Fortaleza pelos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro. Já o segundo foi alvo de mandado de busca e apreensão. O escritório onde ambos atuavam também foi alvo da operação.
Durante a ação, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) apreendeu armas de fogo, munições, 15 veículos, alguns deles de luxo, e aproximadamente R$ 100 mil em espécie. Além disso, cinco imóveis foram sequestrados judicialmente, medida que impede a venda, transferência ou qualquer negociação dos bens enquanto as investigações seguem em andamento.
A Polícia Civil também solicitou à Justiça o bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados. De acordo com as apurações, as movimentações financeiras atribuídas ao grupo ultrapassam R$ 1 bilhão.
Até o momento, 46 mandados de prisão foram cumpridos pelos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro. Desse total, 18 alvos já estavam recolhidos em unidades prisionais e tiveram os mandados formalmente executados. Outros 28 suspeitos foram presos durante a operação. Somente no Ceará, foram cumpridas 41 decisões judiciais.
Segundo o delegado-geral da PCCE, Márcio Gutiérrez, a operação teve como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra faccionados que atuavam na região Norte do Ceará, além de bloquear contas bancárias e bens ligados aos investigados.
No Ceará, a ofensiva foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Norte (Draco-Norte) e pela Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD), com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP).
(Vídeo: SSPDS/Divulgação)
