A deliberação de Alcolumbre ocorreu após a análise de um recurso apresentado por 14 parlamentares governistas. Eles pediam a suspensão imediata da votação, alegando falhas na condução do processo pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que teria contabilizado os votos de forma incorreta. No entanto, Alcolumbre argumentou que os 14 votos contrários à quebra de sigilo não seriam suficientes para reverter a decisão, já que a sessão contava com 31 parlamentares, exigindo 16 votos para a maioria.
O presidente do Senado destacou que a intervenção da liderança da Casa deve ocorrer apenas em situações excepcionais, e que a votação em questão não apresentou anormalidades. Ele ressaltou a importância de respeitar as decisões das comissões, desde que tomadas de forma regular e seguindo as regras. O presidente da CPMI, Carlos Viana, afirmou ter agido de forma técnica, contabilizando as manifestações formais dos membros titulares. As quebras de sigilo, aprovadas em 26 de fevereiro por solicitação do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), foram questionadas devido à votação simbólica e sem registro nominal.