Muita gente lembra da polêmica saída do goleiro Chico para o rival na reta final do Cearense de 97. O que poucos exaltam foi a coragem do jovem Aderson, prata da casa que assumiu a "fogueira" debaixo das traves no momento mais crítico do campeonato.
Criado no Pici, Aderson era o terceiro goleiro e tinha apenas 19 anos quando a responsabilidade de defender o Fortaleza caiu no seu colo.
Enquanto o antigo titular preferiu o lado de lá, Aderson, que já estava no clube desde os 17 anos, não pensou duas vezes e assumiu a titularidade nas finais sob uma pressão absurda.
Aderson pode não ter tido o "marketing" de outros, mas teve o caráter que falta a muitos.
Em um momento de traição, ele foi a prova de que o Fortaleza é feito de quem honra suas cores!
Depois de sua passagem pelo Fortaleza, ele seguiu carreira em clubes como Ferroviário e Horizonte, onde mais tarde também trabalhou como preparador de goleiros. Hoje, Aderson é lembrado não apenas pelas defesas, mas pelo caráter de quem não fugiu da luta quando o clube mais precisou. Um verdadeiro exemplo de lealdade ao Tricolor!
Aderson botou a cara numa fogueira enorme e defendeu nossas cores com dignidade enquanto outros nos abandonavam. É o tipo de jogador que a história precisa valorizar: o prata da casa que não fugiu da luta!
Respeitem quem escreveu a nossa história com sangue, suor e a frieza dos predestinados.
