Nos últimos anos o Partidos dos Trabalhadores, em Quixadá, vem sofrendo diversas derrotas políticas. Desde 2020, quando perdeu o comando da gestão municipal, vem em queda a cada eleição. Em 2024, por exemplo, sofreu a maior derrota da história da Terra dos Monólitos.
Agora tem início o que poderá ser mais uma derrota do partido. Isto porque, a Justiça Eleitoral reconheceu que a vereadora Mônica Pelegrine é na verdade filiada, de fato, ao Partido da Renovação Democrática (PRD), contrariando a sua tentativa de candidatura pelo Partido dos Trabalhadores, na eleição de 2024.
A decisão da justiça aconteceu após ampla investigação da Polícia Federal que demonstrou que a candidata, na época, teria realizado sua filiação partidária pertencendo a outro partido, diferente da sua versão que houve uma possível falsificação de sua filiação partidária ao partido PRD. Contudo, a Polícia Federal constatou, através de perícias e vários exames, inclusive grafotécnicos, que a assinatura do documento seria de próprio punho da parlamentar.
Na decisão, o Juiz Eleitoral da 6ª Zona, Dr Welithon Alves de Mesquita, disse que “O conjunto probatório produzido nos autos revela, de forma segura e convergente, que: a. Houve filiação válida, consciente e voluntária da autora ao Partido da Renovação Democrática – PRD de Quixadá/CE; b. não se comprovou a existência de fraude, coação ou vício de consentimento apto a macular o ato de filiação; c. os registros no FILIA/TSE refletem a realidade jurídica dos fatos, estando em consonância com as provas técnicas produzidas.”
A situação da vereadora pode se complicar, ainda mais, pois o magistrado, em sua decisão, manda remeter a cópia integral dos autos para a Polícia Federal, para possível instauração de procedimento investigatório destinado a apuração de eventuais ilícitos aqueles relacionados a possível comunicação falsa de crime, imputação indevida de condutas a terceiros, dentre outros possíveis crimes cometidos por Mônica Pelegrine.
Com a decisão a parlamentar poderá recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral em exercício, contudo é provável que, ainda em 2026, ela perca o mandato definitivamente, provocando uma mudança na composição da Câmara Municipal de Quixadá.
