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2 de julho de 2015

Vigilantes são presos por latrocínio no litoral leste do Ceará; vítima foi espancada



Dois vigilantes foram presos pela Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), acusados de assassinar um vendedor no município de Beberibe, litoral leste do Ceará, nesta terça-feira, 30. A vítima estava desaparecida desde a última quarta-feira, 24.

Segundo a delegada Socorro Portela, diretora da DHPP, familiares da vítima desaparecida procuraram a delegacia pedindo que o caso fosse investigado em Beberibe, nesta terça. Com as informações colhidas, uma equipe da Divisão se dirigiu ao município para realizar buscas na região.

Os policiais encontraram o corpo da vítima - Alexandre Costa de Sousa, 35 anos - no final da tarde, em uma estrada que liga Beberibe a Praia das Fontes.

Os policiais chegaram ao nome do principal suspeito do crime - o vigilante e garoto de programa Francisco Fernando Morais, 26, o “Bombado”, com quem a vítima mantinha um relacionamento há um mês e 15 dias e foi vista pela última vez. Inicialmente, o homem tentou negar, mas logo após a prisão de seu comparsa – o também vigilante Jeison Tales Melo Soares, 28, o caso foi esclarecido, segundo a DHPP.

“Bombado” foi capturado pelos policiais em sua casa, no bairro Tancredo Neves, em Fortaleza. Já seu comparsa, foi capturado no local de trabalho, em Pacajus, Região Metropolitana.

Espancamento

De acordo com os depoimentos dos acusados, a vítima foi espancada até a morte, em uma pousada em Beberibe, no último dia 24, local onde tinha combinado um encontro com seu algoz. Em seguida, "Bombado" dirigiu o carro da vítima até a estrada onde abandonou o corpo e seguiu para Fortaleza. Ele também levou roupas e perfumes importados que eram revendidos por Alexandre.

Jeison foi responsável por se desfazer do veículo da vítima – um Uno Vivace -, que foi queimado em Cascavel, e guardar os objetos roubados. Como recompensa, ficou com parte das roupas adquiridas no crime.

A dupla está presa na DHPP. Fernando foi autuado em flagrante por latrocínio e ocultação de cadáver, enquanto Jeison por dano e receptação.


O POVO Online