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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

O clima esquentou !

 

 A disputa por uma vaga ao Senado em 2026 ganhou contornos de rompimento dentro da base governista no Ceará. Após ser vetado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, como possível substituto de Cid Gomes na corrida senatorial, Júnior Mano decidiu reagir — e reagiu duro.

Em entrevista ao jornal O Povo, o deputado deixou o tom diplomático de lado e questionou diretamente a influência de Camilo na definição da candidatura:

“Quem tem que topar é o governador. Ou é Camilo o candidato?”

A declaração foi interpretada como um recado direto ao Palácio da Abolição e também como pressão pública sobre o governador Elmano de Freitas.

Recado ao Abolição

Júnior Mano foi além. Ao afirmar que o governo precisa do apoio do bloco de prefeitos que o acompanham rumo a 2026, o deputado elevou o tom e deixou claro que sua base política pode pesar na balança eleitoral.

“Ele (Elmano) tem interesse no Cid e no nosso grupo. Acredito que não terá resistência para me apoiar ao Senado.”

Nos bastidores, aliados interpretam o movimento como estratégia articulada com Cid Gomes, que dias antes o chamou publicamente de “amigo” durante entrevista no Carnaval.

Aliança sob risco?

A entrevista caiu como uma bomba no núcleo político do Estado. A movimentação de Júnior Mano coloca pressão sobre a relação entre Camilo Santana e Cid Gomes, dois pilares da aliança que governa o Ceará.

A avaliação de interlocutores próximos ao ministro é que Camilo não deve ceder a pressões públicas, tampouco abrir negociação direta nesse momento. A missão de conter a crise pode recair sobre o governador Elmano de Freitas, que terá de equilibrar forças dentro da própria base.

Clima de tensão

O episódio escancara a disputa antecipada pelo Senado e revela que a corrida de 2026 já começou — e com fogo amigo.

Se haverá rompimento ou reacomodação, os próximos movimentos dirão. Mas uma coisa é certa: a tensão está no ar no bloco governista.