A intervenção marítima foi conduzida por uma embarcação militar francesa após o compartilhamento de informações operacionais repassadas ao longo de janeiro de 2026, que indicavam a possível utilização de rotas oceânicas para o transporte de cargas ilícitas por organizações criminosas atuantes na América do Sul. A troca de dados estratégicos entre agências internacionais permitiu a identificação prévia da embarcação suspeita, localizada em área marítima externa à costa brasileira.
A Polícia Federal contribuiu por meio de informações de inteligência referentes a rotas marítimas, padrões de navegação, logística utilizada por grupos criminosos e perfis de embarcações associadas ao transporte de entorpecentes. Esse intercâmbio possibilitou a atuação coordenada e o direcionamento das equipes envolvidas, favorecendo a tomada de decisão que culminou na interceptação bem-sucedida.
Após a apreensão da carga ilícita, três tripulantes brasileiros foram transferidos para a custódia da Polícia Federal. A entrega ocorreu no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, quando equipe da PF embarcou na fragata estrangeira para realizar as formalidades necessárias e, posteriormente, conduzir os detidos à Superintendência Regional, onde foram adotados os procedimentos . Eles poderão responder pelo crime de tráfico internacional de drogas e permanecem à disposição da Justiça.
O resultado evidencia a importância da atuação integrada e da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado transnacional. A operação reforça o compromisso permanente da Polícia Federal em fortalecer mecanismos de cooperação global, contribuindo para a proteção das fronteiras marítimas e para a redução da capacidade logística de organizações criminosas que utilizam rotas oceânicas para enviar cargas ilícitas para diversos continentes.
09/02/2026 - por Monolitos Post
