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terça-feira, 7 de maio de 2019

Após fugir quatro vezes da cadeia, cearense suspeito de pelo menos dez homicídios é preso

O homem é apontado como integrante de um grupo especializado em roubos a instituições financeiras no Estado.
Cearense suspeito de pelo menos uma dezena de homicídios foi preso na última quinta-feira, 2, em São Paulo. Antônio Wagner Duarte da Costa, 29, foi condenado a 32 anos de prisão por roubo e associação criminosa. Ele tinha cinco mandados de prisão em aberto pelos crimes de homicídio, roubo e tráfico de drogas, todos cometidos no Ceará.

Após fugir quatro vezes de penitenciárias no Estado, o homem estava foragido desde o ano passado, quando escapou da cadeia de Mombaça. De acordo com o delegado Rommel Kerth, titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), ele foi encaminhado novamente ao Ceará, onde ficará em uma cadeia mais segura desta vez, a ser definida pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). As investigações que levaram as Polícias Civis do Estado do Ceará e do Estado de São Paulo até Wagner duraram quase três meses. 

Wagner é apontado como integrante de um grupo especializado em roubos a instituições financeiras no Estado e é apontado como responsável por homicídios contra grupos criminosos rivais do Ceará. Os delitos foram registrados durante quatro anos nos municípios de Acopiara, Canindé, Mombaça, Pedra Branca e Santa Quitéria.

A prisão do cearense foi feita no bairro de Pintuba, na Zona Norte da cidade, 15 dias após a sua chegada em São Paulo. Junto a Wagner, um homem, sem antecedentes criminais, também foi detido. Antônio Carlos de Sousa, 21, estava com uma sacola com drogas ilícitas pronta para venda e tentou fugir pelos telhados das casas. O segundo preso também é cearense, foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e ficará preso em São Paulo.

Uma terceira pessoa, oriunda do Ceará, também estaria envolvida na fuga de Wagner. Esse suspeito teria feito articulações para conseguir transportar o fugitivo para São Paulo e conseguir uma casa para escondê-lo. Os dois fazem parte da mesma facção criminosa paulista. Mesmo não fazendo parte do alto escalão da facção, o suspeito teve ajuda na realização da fuga para o outro estado. 

Rommel afirma que as buscas por mais suspeitos do grupo criminoso continuam. No momento da prisão, Wagner conseguiu quebrar o celular como forma de dificultar o acesso a provas que levassem a Polícia aos outros envolvidos na organização. 

As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS).

Fonte: O Povo