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7 de março de 2014

DIA DAS MULHERES... TODOS OS DIAS!


A cada ano promessas e mais promessas que sempre renovadas e que ainda assim não no desejável posto que as mulheres sejam merecedoras, mas que sequer são minimamente cumpridas. E são vários os organismos e movimentos que avocam ou têm a incumbência legal de zelar pelos interesses das mulheres, contudo parece não atingirem os resultados esperados na proporção da expectativa gerada. As estatísticas, no que concerne à violência, em especial a doméstica, são a maior evidência do sistemático crescimento das agressões praticadas contra mulheres, como se os agressores desdenhassem das punições lhes reservadas e adequadas para esses casos. Nota-se até que alguns agentes públicos demonstram desconhecer a Lei pertinente na medida em que, em não havendo a denúncia formal da agressão, mesmo testemunhada e comprovada mediante o exame de corpo de delito, essa não é considerada. Isto na maioria das vezes ocorre quando a vítima, já ultrajada, é mais uma vez intimidada pelo agressor no sentido de que se registrar a queixa terá consequências mais sérias. Ameaças que muitas vezes concretizadas. É de obrigação registrar a ocorrência sim!, independente de que a vítima concorde em formalizá-la. Se houve agressão, enquadre-se o agressor e que esse arque com as consequências!  
Conscientizemo-nos também e prioritariamente de que, no que concerne à Mulher, ela não é só tragédia e não deve ser notada apenas quando nas páginas policiais, mesmo porque os abusos se dão em diversas outras áreas em que atuem, inclusive praticados por algumas delas que, ao alçarem posições sócio funcional mais elevadas, passam a destratar as demais que lhes estão subordinadas hierarquicamente. Elas estão ai, no dia a dia, como as mais legítimas representantes de vários outros sentimentos positivos dos quais muitas vezes não nos damos conta. O homem é praticidade e a mulher é mais atilamento onde quer que atue. No lar, trabalho, ambiente social no qual convivem e em todos os demais lugares em que sua presença se faça exigida elas são indispensáveis e devem ser reconhecidas, sem favorecimentos, e sim pelo que realmente são! Ainda que não preencham todos os requisitos desejados, mesmo assim devemos respeitá-las, posto que não somos perfeitos e conviver à dois é uma opção e não obrigação de cada um de nós.  
A luta pelo reconhecimento é árdua, maioria das vezes desigual, arbitrária, mas não deve se constituir impedimento, legal ou convencional, a que a mulher possa ser nivelada em direitos como também em deveres com os homens. Isonomia no tratamento social, na remuneração compatível com a função desempenhada, nos espaços e oportunidades disponibilizadas nos diversos campos de atuação, enfim, tratá-las como um SER HUMANO, simplesmente, não lhes cerceando o direito à vida que todos temos.  
Feliz e consciente “Dia das Mulheres”, e que devem ser todos os dias!
José HILDEBERTO Jamacaru de AQUINO