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4 de outubro de 2015

POLICIAL MATA CINCO PESSOAS DA SUA FAMÍLIA E SE SUICÍDA NO SUL DE MINAS


Um militar reformado se suicidou  após matar o sogro, a sogra, a enteada, a filha adotiva e a mulher. A tragédia aconteceu na casa da família uma chácara na região de Extrema (MG), divisa entre São Paulo e Minas Gerais, por volta das 19hs, da última sexta-feira (2). De acordo com informações iniciais, vizinhos escutaram os tiros e chamaram a Polícia Militar. Quando os PMs chegaram, a chácara estava fechada e foi necessário que os policiais pulassem o muro para entrar no local. Quando eles começaram a fazer a vistoria, encontraram os seis corpos. A filha adotiva do PM, de 12 anos, e a enteada, de 14, foram mortas no quarto. Os corpos do sogro e da sogra estavam em uma cozinha externa. A mulher do policial foi morta no banheiro e bem perto dela estava o corpo do PM. Cápsulas de pistola foram encontradas perto de todas as vítimas, o que sugere o uso do mesmo tipo de arma. Ainda chocados com o que aconteceu, os parentes disseram à polícia militar de Minas Gerais que o casal vinha passando por dificuldades no relacionamento e estavam brigando muito. O caso foi registrado no Batalhão de Polícia da cidade de Extrema.

A polícia foi chamada por volta das 19h. A suspeita é que o policial tenha se desentendido com a mulher, que foi morar junto com as filhas na casa dos pais. Ele continuava na casa da família, que fica bem ao lado da chácara onde o crime aconteceu, na estrada que liga Extrema ao município de Toledo (MG). Quando os policiais chegaram ao local, todos já estavam mortos. A esposa do militar, Kátia, foi encontrada no banheiro da casa. A enteada Kamila Marques de Morais Silva, de 14 anos, e a filha adotiva do casal, Evellyn Marques da Silva, de 12, foram encontradas em um dos quartos. O sogro dele e a mulher, José Ribamar de Morais, de 68 anos, e Crenisa de Souza Amorim, de 43, estavam na cozinha externa da chácara.O policial militar reformado Devaldir Teodoro, que também tem uma chácara na região, diz que Silva trabalhava no batalhão de choque, em São Paulo, e não costumava falar muito. "Era um vizinho mais próximo que era PM também, então a gente procura fazer uma amizade, ter uma união quando precisar. Mas foram poucas palavras também [que trocamos], não cheguei a conhecer ele realmente. Ele não era muito de conversar", conta. Os seis corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Pouso Alegre (MG), e até a publicação desta reportagem, não havia previsão da liberação para o sepultamento. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Extrema.

Fonte: Passando Na Hora