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30 de junho de 2014

Eunício Oliveira tem o seu nome homologado


O senador Eunício Oliveira (PMDB), candidato ao Governo do Estado, foi duro em suas palavras, ontem, durante a convenção que homologou o seu nome como o postulante ao cargo. Fazendo ataques a atual gestão, o parlamentar apontou falhas no atual Governo e disse que as áreas de Segurança e Saúde públicas darão o tom da disputa eleitoral no Ceará.
Declaradamente insatisfeito com as últimas movimentações em busca de apoios por parte da aliança governista, o candidato do PMDB, ao lado de Tasso Jereissati (PSDB) e outras lideranças tucanas, disse que a coligação de Cid tentou isolá-lo para ganhar a eleição. Ele ressaltou ainda que algumas lideranças queriam intrigá-lo com a presidente Dilma Rousseff, mas ressaltou que vai votar na petista.

Ele iniciou seu pronunciamento agradecendo aos partidos aliados, assim como os presentes que foram participar do evento. O senador afirmou que o Ceará quer diálogo com seus governantes, o que não estaria acontecendo no Governo atual. "As pessoas não querem saber de má educação, de xingamentos", disse, ao lado do candidato a vice-governador, Roberto Pessoa.
"O povo não aguenta mais. Quem não viu o passado, não vê o presente, e muito menos o futuro. Eu durmo e acordo todo dia com a preocupação de não decepcionar os eleitores cearenses. Ele destacou algumas leis de sua autoria, e prometeu dialogar e trabalhar para o povo. Segundo o candidato, a Saúde "está muito ruim", com o Ceará na penúltima posição no Nordeste, sendo melhor apenas do que a Paraíba.
Desperdício
Na Segurança Pública, ele citou que foram investidos milhões, mas ainda assim, a criminalidade aumentou em 184%. "No passado, sequer estávamos entre as cidades mais violentas, e hoje temos vergonha de saber que Fortaleza é a sétima mais violenta", atacou. Ele citou a política de segurança implantada em Pernambuco pelo ex-governador e atual candidato à Presidência, Eduardo Campos, que com menos investimento, conseguiu reduzir em 26% a violência no Estado vizinho.
Nem os avanços na Educação Eunício creditou ao Governo Cid Gomes, pois, conforme disse, a melhoria na qualidade da área se deu no ensino fundamental, que é gerido pelas prefeituras, e não pelo Governo do Estado. O Acquário Ceará foi outro ponto tratado por ele como de desperdício de dinheiro público. De acordo com o peemedebista, será investido mais de R$ 1 bilhão no equipamento para "alimentar a vaidade daqueles que não têm compromisso com o povo".
Ele disse, porém, que o que tiver bom irá preservar, mas irá mudar aquilo que necessitar de alteração. "Vamos reviver momentos alegres, momentos felizes", disse. Em entrevista coletiva, o candidato deixou claro que o palanque de sua candidatura será aberto para todos os partidos, uma vez que, segundo ele, a legislação garante isso. Eunício Oliveira chegou a dizer que vai votar na presidente Dilma Rousseff, destacando que há quem queira intrigá-lo com a chefe do Poder Executivo Federal.
O peemedebista confessou ainda que não houve diálogo sobre os problemas do Ceará, entre Cid Gomes e o PMDB, durante o segundo Governo cidista. "Nós não discutimos o Ceará. No primeiro Governo houve diálogo, mas no segundo isso desapareceu. Nós somos o maior partido do Brasil, e eles tentaram nos esmagar e nos isolar", disse.
Eunício ainda destacou que muitas das obras empreendidas no Ceará ao longo dos anos só forma possíveis graças ao seu empenho junto ao Senado Federal, como a Transposição do Rio São Francisco, Transnordestina, reforma e construção de estradas e outros. "Pegue o histórico para você ver o que eu fiz pela história desse Estado no Senado e na Câmara", apontou.
Adesões
O presidente interino do PMDB, Gaudêncio Lucena, disse que até o fim do prazo para as convenções outras legendas poderão se aliar à chapa encabeçada pelo PMDB, visto que ficaram insatisfeitas com a indicação, de última hora, do nome de Camilo Santana (PT) para o Governo do Estado na coligação adversária. Vice-prefeito de Fortaleza, Lucena disse que permanecerá em seu cargo, mas ressaltou que caso continue havendo "conchavo" com o adversário terá que se retirar.
"Só posso sair em caso de morte ou renúncia. Renunciar eu não quero e morrer não pretendo", disse o peemedebista que não poupou críticas a Ciro Gomes. "Ele é uma figurinha que quer entrar no álbum e ainda não colou. Nos últimos anos ele tem se limitado a grosserias e arrogâncias e tem que cuidar da Saúde ao invés de fazer politicagem", enfatizou.
Fonte Diário do Nordeste