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16 de dezembro de 2016

Gastança do governador Camilo Santana em propaganda oficial será de R$ 50 milhões em 2017

Depois de anunciar a compra de dois helicópteros de luxo e um planetário de última geração, pela bagatela de R$ 86 milhões junto a uma única empresa alemã, o Governo do Ceará decidiu tirar dos seus cofres mais R$ 50 milhões para gastar em propaganda. Contratou quatro agências que serão as responsáveis pelas campanhas publicitárias do Estado em 2017.

Contraditoriamente, a farra com verbas públicas acontece no mesmo momento em que o governador Camilo Santana (PT) pressiona sua bancada aliada na Assembleia Legislativa para aprovar, em regime de urgência,  um “pacote de maldades” que inclui a extinção de órgãos públicos (como a Secretaria de Política de Prevenção às Drogas), aumento de taxas e impostos, além de elevar a alíquota de desconto da Previdência Estadual para todos os servidores. Tudo isto acontece ao final de um ano em que o  Estado deixou de reajustar os vencimentos do funcionalismo.

No Diário Oficial do Estado (DOE), edição de 14 de dezembro, página 4, está publicado o extrato do contrato (documento número 256/2016) do Governo do Estado firmado com as seguintes agências de publicidade: Verve Comunicação Ltda., EBM  Quintto Comunicação Ltda., Slogan Propaganda S.A. e Bolero Serviços em Comunicação e Publicidade Ltda. Valor global: R$ 50 milhões a serem pagos em parcelas de acordo com a utilização dos serviços.

Seca

A  gastança oficial em aquisição de equipamentos de luxo e propaganda ocorre também no momento em que o próprio governador bate à porta do Governo Federal em busca de auxílio para reduzir os efeitos da seca no Ceará, cuja crise hídrica tem causado nefastas conseqüências à população em geral, mas  principalmente a do Interior, e aos produtores rurais.  

A falta d’água também está próxima de bater na porta da população da Capital e as conseqüências somente não serão piores (caso não haja um inverno regular em 2017) por  conta do socorro financeiro liberado, recentemente, pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB).  

Por FERNANDO RIBEIRO