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11 de setembro de 2017



O promotor de Justiça Ricardo Rocha afirmou, nesta segunda-feira (11), em entrevista ao jornalista Tácito Forte, da PlusFm, que o pedido de afastamento por 180 dias e bloqueio de bens contra o prefeito de Aracati, Bismarck Maia (PTB), no caso do Acquario Ceará, está fundamento em fatos “comprovados documentalmente”. Bismarck era secretário de Turismo do ex-governador Cid Gomes durante o início das obras, alvo de várias denúncias por irregularidades.

“Fizemos questão de colocar nesse processo somente aquilo que está comprovado documentalmente: transferências bancárias, negociações com casas de câmbio. Toda a documentação está dentro dos autos. Então, para que não houvesse nenhuma dúvida, nós preferimos que o restante do dinheiro, porque ainda tem muito mais, a gente possa aprofundar na instrução do processo”.

Entre as irregularidades apontada, está um repasse de R$ 2,6 milhões, através do então secretário de Turismo, Bismarck Maia, ao escritório de arquitetura Convention Bureau, transação não previsto pelo estatuto da instituição. Segundo o promotor, o afastamento do prefeito foi pedido para evitar que o gestor, “uma das figuras mais importantes da gestão anterior (de Cid Gomes)”, possa usar do cargo para atrapalhar as investigações.

Sem intimidação

Ricardo Rocha garantiu ainda que as tentativas de desmerecer a atuação do Ministério Público não intimidam o seu trabalho. “Toda vida que o Ministério Público age, ou é porque quer aparecer ou é porque tem um interesse político. Nós realmente temos um interesse, é o interesse que a Constituição e a lei sejam cumpridas. A Constituição e a lei não foram feitas somente para figuração, a lei tem que valer para todos”.

Blog Erivando Lima / Ceara News