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2 de setembro de 2016

Chacina teve participação de 100 policiais, afirma Ministério Público

Como fora antecipado pela mídia em junho deste ano, mais de 100 policiais podem ter tido algum envolvimento, direta ou indiretamente, com a "Chacina de Messejana". A comissão do Ministério Público do Ceará (MPCE) que investigou os 11 homicídios tem convicção que o grupo é pelo menos duas vezes maior que os 45 policiais que foram identificados pelas provas técnicas e denunciados. 44 tiveram a prisão preventiva anunciada na última terça-feira (30), mas muitos coautores dos crimes devem ficar impunes.

A afirmação foi enfatizada mais de uma vez na coletiva de imprensa do MPCE, realizada na manhã de ontem, para abordar o fim do sigilo em que transcorria o caso. O evento, realizado no Auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, contou com o procurador-geral do Estado, Plácido Barroso Rios, o representante da 1ª Promotoria do Júri, Marcus Renan Palácio, e membros do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), coordenado pelo promotor Manoel Epaminondas Vasconcelos. Na ocasião, o grupo apresentou vídeos e áudios que corroboram para a denúncia dos 45 policiais.

A força-tarefa do Ministério Público passou 65 dias debruçada sobre a chacina, acompanhando o depoimento de 240 testemunhas e coletando as provas mais diversas sobre os crimes, originando o total de 3.300 laudas de descrição, separadas em 12 volumes, com três anexos. O relatório final da denúncia foi resumido em 300 páginas.

Segundo o MPCE, os criminosos escolheram as vítimas arbitrariamente, sem oferecer chances de defesa, e cometeram as execuções. Quem testemunhasse os homicídios também virava alvo do massacre, para não deixar vestígios. Sem valer das chamadas provas testemunhais, a investigação se baseou principalmente nas provas técnicas. Imagens das câmeras de monitoramento de residências e do comércio nos bairros Curió e São Miguel, na Grande Messejana; a utilização das antenas da rede de telefonia móvel, identificadas como Estação Rádio Base (ERBs) pelos celulares; os laudos periciais; e a localização das viaturas policias pelo sistema GPS foram tecnologias utilizadas para identificar a participação dos policiais na maior chacina da história de Fortaleza.

Apesar da ajuda da tecnologia, o Ministério Público afirmou que não havia condição de provar a participação de mais policiais na chacina, apesar das imagens demonstrarem isso, e que as denúncias foram feitas de forma responsável para não culpar nenhum inocente. "Essas provas nos dão uma maior segurança no que estamos apresentando ao Poder Judiciário do Ceará, tanto que, quase na totalidade da opinião do Ministério Público foi recepcionado pelo colegiado de juízes determinado pelo Tribunal de Justiça do Ceará para acompanhar esse caso", afirmou o procurador-geral da Justiça, Plácido Barroso Rios.

A denúncia foi entregue à Justiça no último dia 15 de junho. Mais de dois meses depois, a 1ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza expediu a prisão preventiva de 44 policiais, que se apresentaram no dia seguinte, anteontem, ao 5º Batalhão da Polícia Militar (Centro).

Frieza

O relatório final do Ministério Público detalha minuciosamente os catalisadores da represália violenta dos policiais e a chacina realizada na madrugada do dia 12 de novembro de 2015. Para organizar os fatos, o grupo responsável pelo documento dividiu a história em nove episódios.

"Essas mortes que nós apuramos não advieram de operações ou embates policiais. As pessoas que morreram foram assassinadas friamente. Pessoas que se ajoelharam para não morrer. Entretanto, as vidas que foram encontradas naquela noite tenebrosa não foram poupadas. Morreram 11 inocentes que não apresentaram reação", concluiu o procurador Plácido Barros.

Além de expedir as prisões preventivas, o recebimento da denúncia pela 1ª Vara do Júri, composta especialmente para esse caso por um colegiado de três juízes, marcou a primeira audiência para o dia 7 de outubro deste ano, para depoimento das sete pessoas que foram alvejadas na ação criminosa, mas sobreviveram. "O próximo passo é manter a força-tarefa para acompanhar a instrução processual, que é justamente as testemunhas e as perícias serem ratificadas na presença do colegiado. Nós esperamos concluir esse processo o mais rápido possível", completou o procurador-geral.

Diário do Nordeste

Chassis de moto roubada em Junho deste ano é recuperado em Russas

A Polícia Militar realizou a apreensão de um CHASSIS e uma CARCAÇA de motor de motocicleta, na localidade da Ingá, zona rural de Russas.

Populares teriam ligado via 190 informando terem localizado dentro de um barreiro por trás da Cerâmica do Zé Careca, peças de uma moto. De imediato uma viatura da Polícia se dirigiu até o local informado e constatou que as peças pertenciam a uma moto Honda/CG 150 Titan ESD, cor preta, ano 2014, placa OSG 5398, de propriedade de José Alberlânio da Silva, da qual foi tomada de assalto no dia 04 de Junho deste ano. 

As peças foram encaminhadas à Delegacia Regional de Polícia Civil para os devidos procedimentos.

Com Informações do 1ºBPM

Adolescente de 16 anos é vítima de tentativa de homicídio em Russas

Adolescente de 16 anos foi vítima de tentativa de homicídio na noite dessa quinta-feira (01), em Russas. Segundo a Polícia Militar, a vítima se encontrava na sua residência na rua Antônio Gonçalves Ferreira, mais popularmente conhecida por 'cabelo de negro', quando por volta das 21h50, dois indivíduos em uma motoneta BIZ, cor vermelha, teriam efetuado disparos contra a vítima.

O menor foi atingido com um disparo nas costas, do lado esquerdo que o transfixou, saindo no abdômen. Ele foi socorrido por populares ao hospital local, onde não corre risco de morte. Uma equipe do RAIO, compareceu ao hospital e anotou os dados da vitima enquanto as demais composições realizaram diligencias, contudo sem exito. 

Com Informações do 1ºBPM

Foragido da cadeia pública de Cascavel é preso em Russas

Um jovem de 19 anos, que estava foragido da Justiça, foi preso na tarde desta quinta-feira (01) em Russas. Segundo a Polícia Militar (PM), o jovem foi recapturado em uma residência na Lagoa do Toco. 

Tales Ítalo Maia de Sousa, encontrava-se foragido da cadeia pública de Cascavel-CE. Depois de ser preso, ele foi encaminhado a Delegacia de Policia Civil da cidade, onde deve ficar até ser recambiado a cadeia pública.

Com Informações do 1ºBPM

O Mito da Caverna!


O Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna” é uma passagem do livro “A República” do filósofo grego Platão. É mais uma alegoria do que propriamente um mito. É considerada uma das mais importantes alegorias da história da Filosofia. Através desta metáfora é possível conhecer uma importante teoria platônica: como, através do conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível (conhecido através dos sentidos) e do mundo inteligível (conhecido somente através da razão). 

O Mito da Caverna

O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem presos em correntes numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações.

Vamos imaginar que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o interior da caverna e o mundo externo. Entraria em contato com a realidade e perceberia que passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os seres de verdade, com a natureza, com os animais e etc. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros vão o chamar de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas.

O que Platão quis dizer com o mito

Os seres humanos tem uma visão distorcida da realidade. No mito, os prisioneiros somos nós que enxergamos e acreditamos apenas em imagens criadas pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.
https://www.youtube.com/watch?v=Rft3s0bGi78