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26 de agosto de 2016

Operação apreende 11 bananas de dinamite, colete balístico e camisas com brasão da Polícia Civil na Barra do Ceará


Uma nova incursão da Polícia na Comunidade do ‘Gueto’, na Barra do Ceará, terminou com a apreensão de 11 bananas de dinamite, um colete balístico de um sargento da PM e duas camisas com brasões da Polícia Civil, que estão sob análises periciais. De acordo com um inspetor que participou da operação, os primeiros informes davam conta que um carregamento de droga seria entregue na antiga fábrica de roupas, onde a comunidade se instalou, mas ao chegarem no local os policiais acharam os explosivos.

“A informação foi repassada para o 7ºDP (Pirambu), mas mobilizamos equipes de todas as Delegacias da Área Integrada de Segurança (AIS) 1 e fomos ao local. Iniciamos algumas escavações e descobrimos o material, que provavelmente seria utilizado em ataques a banco e explosões de caixas eletrônicos instalados em outros estabelecimentos”, explicou o inspetor.  

As emulsões e o colete à prova de balas foram achados em uma pilastra, no terceiro pavilhão do prédio, em que funcionava a fábrica. Em outro ponto de escavação, os policiais encontraram as camisas com o brasão da Polícia Civil. “Acreditamos que este colete tenha sido furtado. Já as camisas não são originais. Foi alguém que fez uma tela e começou a reproduzir, mesmo assim vamos encaminhar para a Perícia”.

Duas pessoas suspeitas de estarem vigiando o material foram detidas e encaminhadas ao 33ºDP (Goiabeiras) para prestarem esclarecimentos. A Polícia suspeita que eles tenham ligações com criminosos do bairro Bom Jardim. “Já temos  suspeitas fortes de quem é o dono do material, mas como as investigações ainda estão em curso não podemos revelar quem ele é”, afirmou o agente.

O  Grupo de Ações Táticas especiais (Gate) foi acionado e recolheu as emulsões. A Polícia informou que esta é a segunda incursão na comunidade e deverão ocorrer outras.

Diário do Nordeste

Vale do Jaguaribe: MPCE decreta prisão temporária de primeira-dama e ex-secretária por tentativa de obstrução da Justiça


O juiz da 3ª Vara da Comarca de Aracati, Jamyerson Câmara Bezerra, decretou a prisão temporária da primeira-dama e ex-secretária de Assistência Social, Trabalho e Renda do Município de Aracati, Eline Gomes de Oliveira Costa, a pedido do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através da Promotoria de Justiça da Comarca de Aracati e do Grupo de Atuação Especial de Combate a Organizações Criminosas (GAECO). A primeira-dama encontra-se, atualmente, em local incerto e não sabido.

A ação integra a segunda fase da operação Lata Velha, deflagrada no dia 06 de maio deste ano, quando foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo um deles na residência da primeira-dama. As investigações apontam para um esquema de pagamento de propina, no âmbito da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Renda, estimado em 20% do valor de cada obra executada por parte do empresariado. O suborno era destinado à primeira-dama e aos seus assessores, Sandra Lúcia Martins da Silva e Regineide Martins da Silva, como forma de troca de favores entre as partes.

Segundo o que foi apurado, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência de Eline Gomes, a primeira-dama ligou para uma pessoa alertando-a sobre a ação da Justiça, afirmando: “cuidado aí com algum documento”, demonstrando claramente o interesse em obstruir a investigação. Em outro momento, Eline entrou em contato com uma interlocutora para saber se algum documento relevante teria sido apreendido durante a operação do Ministério Público na Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Renda.

“Mostra-se relevante o colhido no referido procedimento no qual deixa entrever a existência de fatos graves praticados por agentes públicos em conluio com terceiros para a realização de obras pela Prefeitura de Aracati, sendo que tal conluio visava pagamento de comissões vinculadas a licitações manipuladas. (…) O caso em apreço revela um possível crime de bando ou quadrilha. Entretanto, o seu desenrolar traz uma parte obscura, agravado pela conduta da investigada, conforme se extrai do colhido na interceptação telefônica”, explicou o magistrado da 3ª Vara de Aracati na decisão.

A operação foi denominada “Operação Lata Velha”, em razão da justificativa apresentada por uma das investigadas de que os valores recebidos ilicitamente foram repassados durante uma “campanha” intitulada daquela forma e seriam usados para fins de promover um conserto e reforma de um ônibus pertencente à Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Renda.

O esquema fraudulento foi denunciado por uma empresária, Ana Paula Silva do Vale, que repassava as propinas por meio de depósitos bancários e entregues em espécie às investigadas, tendo ocorrido em uma oportunidade a gravação em vídeo da entrega do dinheiro na residência da denunciante.

Assessoria de Imprensa
Ministério Público do Estado do Ceará
Email:imprensa@mpce.mp.br

Inquérito deve apurar negociação de bebês na internet


O promotor responsável pela 6ª Vara da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude do Ministério Público Estadual do Ceará (MPCE), Luciano Tonet, afirmou ter solicitado a iniciação de um procedimento para investigar a página "Quero Doar Meu Bebê Fortaleza/Ceará", cadastrada no Facebook. Na edição de ontem (25), o Diário do Nordeste denunciou a fanpage, alertando a população sobre a ilegalidade do intermédio no processo de adoção, algo que cabe apenas ao poder público.

De acordo com Tonet, foi enviado um ofício à Delegacia de Combate a Exploração da Criança e Adolescente (Dececa) para que a fanpage seja analisada e um inquérito instaurado. A página incentiva a doação de crianças e promete conseguir famílias para os bebês entregues pelas mães sem que seja cobrado algum valor financeiro em troca desta mediação.

"A delegada pode ainda identificar outros problemas no inquérito. Eu já tinha conhecimento desta página e estamos atentos ao que acontece na internet. Muitas vezes, quem curte essas páginas não tem noção do que está por trás disso. Há problemas de mães que acabam querendo vender as crianças porque são viciadas em drogas", lembrou Tonet.

Procedimento

Conforme ressalta o promotor de Justiça com ofício junto ao setor de cadastro de adoção e atuante na 2ª Vara da Infância e da Juventude, Dairton Oliveira, é função pública intermediar a adoção legalizada: "Queremos identificar o autor da página. É importante seguir os trâmites legais para evitar também o tráfico de crianças. Por mais que a página pareça bem intencionada, dá abertura a isso", lembrou.

O responsável pela Comissão de Direito da Tecnologia da Informação da OAB/CE, Renato Torres, explica que para um crime ser classificado como eletrônico ele deve ter a finalidade de furtar algum dado por meio do servidor ou utilizar o meio virtual para a confecção do crime. Nesta situação, o advogado da página lembra que há um mau uso da plataforma online.

"O autor da página está fazendo uma apologia ao fomento de quase um comércio de adoções. O Ministério Público pode solicitar ao Facebook informações do autor da página sob ordem judicial. A indicação é que os usuários não compartilhem o conteúdo dessa página, e sim façam a denúncia para que ela seja removida", explica Torres.

O promotor de Justiça Dairton Oliveira avalia que o conteúdo das postagens apresentam equivocadamente o conceito de adoção consensual, já que esta, assim como todas as outras, só podem ser feitas por meio da Justiça. Na página, a orientação não envolve o Poder Judiciário. Oliveira lembra que foi pedido ao Facebook a retirada da página. "As pessoas que entram em contato pedindo um bebê não cometem um crime, mas é um ato antiético", disse. Até o fechamento desta edição, a página continuava podendo ser acessada na rede.

Diário do Nordeste

Suspeita de torturar adolescente com paralisia é presa em Ubajara


A cuidadora de um adolescente de 17 anos com paralisia cerebral, suspeita de torturá-lo foi presa, na manhã de ontem, por força de um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Única da Comarca de Ubajara, onde o crime aconteceu. De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Elenilda Franklin de Sousa, 21, confessou em depoimento os maus-tratos à vítima.

A denúncia da tortura foi feita por familiares do adolescente, que desconfiaram da cuidadora e decidiram instalar câmeras na residência. Imagens do dia 1º de agosto deste ano mostram Elenilda Sousa sufocando a vítima com um travesseiro e se jogando em cima dela. A mulher disse à Polícia que descontava no jovem de 17 anos, que não tinha como se defender, "as raivas que a família dele fazia a ela".

Quando soube que havia sido flagrada agredindo o adolescente, a cuidadora pediu demissão. Segundo a SSPDS informou com base no inquérito, ela já trabalhava na residência em que praticou o crime há quatro anos.

A denúncia de tortura feita à Delegacia Regional de Tianguá foi aprofundada com análise das imagens. Durante os depoimentos que prestaram à Polícia, os familiares admitiram que instalaram as câmeras, porque suspeitavam dos hematomas e das feridas no corpo do menino.

Como o adolescente possui deficiência que o impede de falar, os avós perceberam uma mudança no comportamento dele. A acusada foi presa na casa dos pais, no município de Ibiapina (a 360Km de Fortaleza), também na Serra da Ibiapaba, sem oferecer resistência.

Ela vai responder pelo crime de tortura, que tem pena de dois a oito anos de reclusão. A SSPDS não divulgou para onde a mulher foi levada, porque havia ameaça de linchamento por parte da população.

Diário do Nordeste

Polícia desarticula ação de bando armado que iria resgatar detentos de penitenciária em Pacatuba


A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha que estava planejando resgatar dois detentos da Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A ação dos policiais do 30º DP aconteceu na madrugada de ontem, dia em que os bandidos haviam escolhido para empreender a fuga.

Sete pessoas foram presas em flagrante na operação, em três municípios diferentes. Em Pacatuba, a 800 metros do Presídio, a Polícia encontrou a casa que serviria de alojamento para os fugitivos e deu voz de prisão a Iranildo Gurgel Coelho, 44, Ismário Vanderson da Silva, 27, e Lídia da Silva, 18, que já tinham preparado um caminho entre a unidade prisional e o esconderijo.

Em Maracanaú, Jéssica Maria Matias de Castro, 23, esposa de um dos dois homens que estão detidos em Pacatuba, também foi presa. A casa em que ela morava servia de depósito para o "arsenal bastante poderoso" da quadrilha, como definiu o delegado do 30º DP, Márcio Gutierrez. Foram apreendidos um fuzil 5.56, uma carabina Ponto 40, uma submetralhadora calibre 9mm, três escopetas e munições diversas. Dentre as armas apreendidas, a que mais chamou a atenção da Polícia foi o fuzil, considerado uma "arma de guerra", utilizada para assaltos a bancos e que pode custar até 50 mil reais.

Veículos

Já em Fortaleza, foram presos Ivon Rayner Moreira, 20, o paraense Paulo Leandro Oliveira, 40, e Elaine Maria Frazão, 21, que receptavam veículos roubados para vender. O dinheiro adquirido nas negociações foi a principal renda do grupo para comprar os armamentos que seriam utilizados na fuga dos bandidos do Presídio de Pacatuba.

Com eles, a Polícia apreendeu três carros roubados: uma Toyota Hilux, um Chevrolet Onix e um Peugeot 308. Foi a clonagem dos carros roubados que fez a Polícia chegar ao bando e descobrir que eles estavam colocando em prática um plano de fuga que era comandado de dentro da penitenciária pelos dois detentos, que não tiveram os nomes revelados para não atrapalhar as apurações. De acordo com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), os dois foram transferidos.

"Essa investigação começou para apurar roubo e clonagem de veículos na Capital. E nós descobrimos que tinha uma quadrilha que estava receptando veículos roubados e mandando para fazer a remarcação do chassi. Depois, pegava o veículo e recolocava no mercado. Geralmente, eles vendiam para gente que sabia que aqueles carros eram roubados", afirmou Gutierrez.

A prisão do bando significou a recaptura de Iranildo Gurgel, foragido do Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS) há três anos e sentenciado a 57 anos de prisão. Ele é o que tem a maior ficha criminal do grupo, já tendo respondido diversas vezes por roubo e uma vez por corrupção ativa. Ismário Vanderson já foi acusado de tráfico de drogas e porte ilegal de armas. O paraense Paulo Leandro responde a processos por associação criminosa e roubo. Os outros quatro presos na operação policial não possuem antecedentes criminais.

O grupo irá responder, agora, por integrar organização criminosa. Ivon Rayner, Paulo Leandro e Elaine Maria também responderão por receptação de veículos e adulteração de chassi. E Jéssica Maria Matias, por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

O delegado do 30º DP, Márcio Gutierrez, afirmou que a investigação será ampliada. "Estamos verificando todo o alcance dessa organização para conseguir responsabilizá-los por todos os crimes praticados. Estamos também investigando se eles têm participação nos roubos desses veículos que foram apreendidos. Essa organização criminosa não se limita a esses sete criminosos que foram presos agora e aos dois que já estavam na Penitenciária de Pacatuba", completou delegado.

Diário do Nordeste

Vigilante é rendido por homens de moto e tem celular tomado de assalto em Russas


Um assalto a mão armada foi registrado na noite desta quinta-feira (25), no Conjunto Gerardo Matoso, bairro Planalto da Catumbela em Russas.

Segundo informações da PM, dois elementos trajando camisas de cor preta e azul, morenos e magros, trafegando em uma Honda Fan, cor preta, de placa não anotada,  por volta das 23h58, abordaram o vigilante da praça situada no Conjunto, e dele tomaram de assalto um aparelho celular de marca Nokia simples, de cor preta. Após o assalto fugindo em direção ao mutirão velho. De imediato a PM compareceu ao local fez rondas em toda área no sentido de identificar e prender os elementos, mais até o exato momento sem êxito. 

Com Informações do 1ºBPM

Uma pessoa é presa e um menor é apreendido por tráfico de drogas em Russas


Uma pessoa foi presa e um menor apreendido na manhã desta quinta-feira (25), na rua José Matoso Sobrinho, no bairro Gerardo Matoso, em Russas, após denúncias anônimas informando estar ocorrendo tráfico de drogas em uma residência.

De acordo com a PM, foi apreendido em posse do adolescente de 17 anos, e de seu comparsa André Sousa da Silva, de 18 anos: 09 trouxas de maconha pesando (8,5g), e uma quantia de R$32,15 em dinheiro trocado, caracterizando o tráfico.

A equipe do Moto patrulhamento do RAIO conduziu ambos, juntamente com o material apreendido, a Delegacia regional de Russas-CE, onde  foi Feito um B.O.C no art. 33 do CPB, pelo ato infracional do menor de idade.  O maior foi autuado em flagrante no artigo 33 do CPB, por tráfico de drogas.

Com Informações do 1ºBPM