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16 de janeiro de 2016

Aumenta apreensão de armas de fogo e cai a de drogas no Ceará em 2015


O Estado do Ceará registrou aumento na quantidade de armas de fogo apreendidas em seu território pelas Polícias Civil (PCCE) e Militar (PMCE) no ano de 2015. Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o número foi aproximadamente 6,28% superior ao registrado no ano anterior. Os dados também indicam, contudo, que houve redução na quantidade de drogas capturadas pelas forças policiais do Estado. Ao todo, cerca de 1,6 tonelada de entorpecentes a menos foram retirados de circulação ano passado em comparação com o ano de 2014.

Foram 6.615 armas de fogo tomadas das mãos de bandidos ou de usuários irregulares em todo o Ceará durante o ano de 2015. No ano anterior, esse número havia sido de 6.224, crescimento de mais de 6%.

A média diária ficou em mais de 18 armas capturadas ano passado, ou aproximadamente 550 por mês. Em 2014, eram 17 objetos por dia, em média, o que somou 518 a cada 30 dias.

Ano passado, o mês de setembro, com 620 apreensões, foi o mais positivo para a Polícia. Em seguida surgem março, com 605, e agosto, com 575 armas capturadas pela PM e PCCE. No ano anterior, dezembro atingiu a maior quantidade mensal, com 597 apreensões, seguido por abril, com 574, e fevereiro, com 569 armas detidas.

Semana

Em 2015, o dia da semana com maior porcentagem das apreensões foi a terça-feira, responsável por 20,5% do total de armas localizadas. Em sequência, a quinta-feira, com 16,5% dos casos de uso ou porte irregular dos objetos. A maior parte das apreensões ocorreu durante a tarde. Conforme o levantamento, 35,5% das armas foram encontradas entre 12h e 18h.

Das 18h01 à 0h, a SSPDS contabilizou 30,5% dos registros de descoberta de armas. Na contramão do aumento da apreensão de armas, a retenção de drogas ilícitas registrou recuo na quantidade contabilizada em 2015. Mais de 34,5% de entorpecentes a menos foram retirados das ruas do Estado em 2015.

Ano passado, as forças policiais do Estado apreenderam aproximadamente 3.227,31 quilos de drogas, entre cocaína, crack e maconha, conforme os dados disponibilizados pela SSPDS. Entretanto, no ano anterior, o Estado havia recolhido 4.912,08 quilos dos três tipos de entorpecentes, resultado de 1.684,77 quilos superior a 2015.

Maconha

Segundo o balanço divulgado pela Pasta, a queda foi puxada pela diminuição na apreensão de maconha. Em 2014, 4.249 quilos da droga foram detidos pelos policiais civis e militares no Ceará, enquanto ano passado o número fechou em 2.711 quilos, redução de 36,19%.

Tamanha queda pode ser explicada por um ponto fora da curva: somente no mês de novembro de 2014 foram mais de 2.808 quilos da droga apreendidos, o que destoou de todos os números mensais daquele ano.

Entretanto, as outras qualidades de entorpecentes contabilizados pela SSPDS também apresentaram queda nas apreensões no ano de 2015. Cocaína, em 2014, teve 495,08 quilos capturados. Ano passado, o número desceu para 365,1 quilos, ou 26,20% a menos. Já o crack havia somado 167,99 quilos no ano de 2014, caindo para 150,9 quilos em 2015, uma diminuição de 10,17% no total apreendido.

O mês com maior apreensão em 2015 foi março, quando as Polícias Civil e Militar encontraram 739,14 quilos de drogas. Em 2014, afora o mês de novembro, abril foi o que marcou maior quantidade de apreensões, com 505,49 quilos.

Por dia de semana, as segundas-feiras registraram 21,9% das apreensões em 2015. Às terças-feiras, foram 19,8%, e às sextas-feiras, 18,3% das capturas no Estado.

As tardes também somaram maior quantidade de apreensões. Foram 57,2% das ocorrências registras no período de 12h às 18h. Já entre 6h e 12h, ocorreram 24,4% das capturas.

Preocupação

Para o titular da SSPDS, secretário Delci Teixeira, a grande preocupação atual das forças de segurança é a facilidade de entrada e aquisição dos artefatos bélicos no Ceará. 

Ele admite, inclusive, ter entrado em contato com órgãos federais para obter auxílio no combate ao tráfico de armas no Estado "O que nos preocupa realmente, nos deixa muito apreensivos, é a quantidade enorme de armas anualmente apreendidas. É absurdo um número de mais de seis mil armas. Por óbvio, já estabelecemos os contatos com o superintendente da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, e vamos novamente à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Exército. Temos que estabelecer um trabalho conjunto na área de inteligência, pois não se pode explicar simplesmente que essas armas seriam de assaltos feitos a vigilantes e policiais. Como o número é tão elevado, temos que saber de onde e por onde estão vindo essas armas. 95% dessa quantidade estava sendo utilizada no crime, em assaltos e homicídios, e isso é preocupante, o que é mais impactante e faz perder o sono", afirmou.

Acerca da redução nas apreensões de drogas, ele exaltou as ações feitas em 2015. "Há momentos em que há grandes apreensões, resultado de trabalhos investigativos. E tivemos duas grandes apreensões de cocaína ano passado, em dois aviões apreendidos. Não nos preocupa a disparidade", disse o titular da SSPDS.

Diário do Nordeste

Em 2015, senadores do Ceará gastaram R$ 500 mil com cota de apoio


Dois dos três senadores cearenses gastaram em 2015 quase meio milhão de reais correspondente à Cota para Exercício da Atividade Parlamentar. A verba é destinada à custos de aluguel de imóveis para escritório, locomoção, hospedagem, combustíveis, alimentação, passagens aéreas, serviços de segurança privada, dentre outros. Cada senador, recebe, mensalmente, R$ 38.186,60 para tais despesas, além do salário de cerca de R$ 33 mil e outros benefícios. Anualmente, o valor disponibilizado pela Cota é de R$ 458.239,20. Os dados são do Portal da Transparência do Senado.

O senador Eunício Oliveira (PMDB) não fez uso da cota desde o início do mandato em 2011. “Não sou contra, é um direito (do parlamentar) e está no regimento, na Constituição, mas tem muita especulação, coloca muita gente em dúvida, então optei por não utilizar”, afirmou o líder do PMDB no Senado. Além de senador, Eunício é empresário.

Com número reduzido de gastos, o senador Tasso Jereissati (PSDB) utilizou R$ 56.695,04 anuais. As principais despesas foram com contratação de serviços de apoio ao parlamentar (R$ 52.650) e passagens aéreas (R$ 3.736,64). Jereissati também é empresário.

O maior gasto foi do senador José Pimentel (PT), que utilizou R$ 436.854,66 do cotão. As principais despesas foram com passagens aéreas (R$ 151.930,88) e com contratação de serviços (R$ 129.355,00). Em nota, o senador pontuou que “os gastos estão restritos ao exercício da atividade parlamentar”.

Segundo ele, a verba possibilita manter a estrutura de trabalho ativa, “um mínimo de divulgação das ações desenvolvidas e o atendimento a demandas justas dos cidadãos”. Ele ressalta também que a cota viabiliza o deslocamento, envolvendo Brasília, Fortaleza e outros municípios cearenses, para manter a colaboração com a efetivação de políticas públicas.

Auxílio-moradia

Os gastos precisam ser declarados e comprovados formalmente. Além da cota para exercício da atividade, os senadores contam outros benefícios, como auxílio-moradia, que é um valor mensal de R$ 3.800,00, para quem não utiliza os apartamentos funcionais do Legislativo. A verba é destinada aos custos com aluguel ou diária de hotel. 

Nenhum dos senadores cearenses recebe o auxílio. Pimentel foi o único a fazer uso do imóvel funcional durante todo o ano. Tasso utilizou apenas entre os meses de agosto e dezembro. Já Eunício não fez uso de nenhum dos benefícios.

Saiba mais

Verba

Na categoria de “outros gastos”, referente à despesas com diárias de viagens oficiais e consumo de material, os três senadores gastaram o total de R$ 170.467,13. Eunício Oliveira (R$ 25.439,20), José Pimentel (R$ 129.139,51) e Tasso Jereissati (R$ 15..888,42)

Câmara dos Deputados

Os 22 deputados federais cearenses despenderam dos cofres públicos, em 2015, mais de R$ 8 milhões com gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar. O dado é de levantamento realizado pelo O POVO, no Portal da Transparência da Câmara. O principal gasto foi com ações de divulgação do mandato, mais de R$ 2 milhões; seguido por passagens aéreas, R$ 1,7 milhão

O Povo Online

Jovem é preso ao assaltar coletivo com arma de brinquedo; linchamento é evitado pela Polícia


Na manhã de ontem, um jovem de 19 anos, morador do Pirambu, teria invadido o coletivo com mais de 20 passageiros, que fazia a linha Antônio Bezerra Papicu, na Avenida Presidente Castelo Branco, a Leste-Oeste. Jeferson de Sousa Gomes adentrou no veículo portando um revólver de brinquedo e anunciou o assalto, mas acabou abordado pelos passageiros e, por pouco, não foi linchado. O relato é da Polícia Militar.  

Segundo o subtenente Antônio Araújo, a equipe da 1ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foi acionada pela Coordenadoria Integrada de Operações (Ciops) para uma ocorrência de roubo em andamento. "Fomos ao local, em frente ao IML (sede da perícia forense). Os passageiros haviam dominado o Jeferson", relatou.

 Conforme o policial militar, no momento em que o rapaz subtraía o celular de marca LG, de uma jovem, os próprios passageiros aproveitaram que ele estava sozinho e conseguiram dominá-lo. O ônibus estava lotado. "Se a gente não tivesse chegado de imediato, ele teria sido morto pelos populares dentro do ônibus e isso seria, agora, uma ocorrência de homicídio", explicou. 

 O subtenente explica que o jovem agiu sob efeito de drogas. "Ele ainda está sob efeito de entorpecentes. Foi muito cara de pau de entrar no ônibus sozinho com uma arma de brinquedo e anunciar o assalto. Se estivesse bom (fora do efeito das drogas), não teria coragem de anunciar o assalto", comentou. 

Jeferson foi levado ao 34º DP, no Centro de Fortaleza, para realização do flagrante por roubo. A Polícia recuperou o celular que havia sido roubado no coletivo e a vítima esteve na delegacia prestando depoimento.

O Povo Online

Idoso cai em poço de 5m e é salvo após crianças ouvirem os gritos



Um idoso de 62 anos sofreu uma fratura exposta na perna esquerda depois que caiu dentro de um poço de aproximadamente cinco metros, na quinta-feira (14), em Ariquemes (RO), região do Vale do Jamari. Segundo Sebastião Sasso, ele estava trabalhando na irrigação de algumas plantas do quintal quando subiu em cima da laje do poço e a estrutura cedeu. Após cair no poço, Sebastião gritou por socorro e uma criança de 9 anos, que mora na casa ao lado, ouviu o chamado e pediu ajuda.

Em entrevista, Tião, como é conhecido pelos vizinhos, conta que tem uma plantação de feijão nos fundos de casa e por isso tem costume de molhar as plantas. "Subi em cima da laje do poço como de costume para irrigar a plantação, mas a laje rachou, cedeu e eu cai no poço", disse.

G1

Lei no Ceará proibirá sinal telefônico em presídios


As empresas de telefonia passarão a ser exigidas na busca da resolução de um problema antigo para o Estado do Ceará: o uso de aparelhos celulares e outros equipamentos eletrônicos dentro dos presídios. Ontem, o governador Camilo Santana assinou projeto de lei, que será encaminhado e discutido na Assembleia Legislativa (AL), versando sobre a proibição de disponibilidade de sinal telefônico em áreas destinadas às Unidades Prisionais. Em miúdos, caberá às empresas encontrar uma maneira de impedir a comunicação por telefone e internet dos presidiários com o mundo externo.

Já há algum tempo o governo, através da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), busca encontrar uma solução para o problema. O desconforto com o tema é notório sempre que questionado. Não por falta de interesse: diversas tecnologias estrangeiras foram testadas, várias reuniões realizadas, muitos especialistas consultados. Entretanto, o mais próximo que se chegou de uma solução para a famigerada farra dos celulares dentro dos presídios foram os bloqueadores de sinal produzidos pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), que foram descontinuados, e os aparelhos de bodyscanner, instalados nas grandes unidades. Nenhum, no entanto, produziu o efeito esperado e impediu que detentos continuassem a comandar o crime de dentro das celas.

Ontem, durante a primeira reunião do Comitê Interinstitucional do Pacto por um Ceará Pacífico, no Palácio da Abolição, o governador do Estado assinou o projeto de lei que será encaminhado à AL após o recesso, em 1º de fevereiro.

É fundamental que procuremos alternativas para o bloqueio de celulares nos presídios do Estado. Qualquer comunicação, que não a institucional, no sistema penitenciário deve ser regulada e, se ilegal, punida. Além disso, essa lei acaba por trazer também uma maior responsabilidade para as empresas de telefonia móvel. Todos nós devemos estar alinhados na busca do movimento pela paz e pela vida de todos os cearenses", destacou o governador, ao apresentar a medida.

Camilo enfatizou que a busca por solucionar o problema visa desestabilizar o crime organizado no Estado. "Hoje em dia, pessoas de dentro do presídio comandam crimes. E isso tem sido uma das nossas grandes preocupações, garantir o bloqueio do uso de celulares nos presídios. Esse é um problema não só do Ceará, mas do Brasil. Várias tecnologias são apresentadas ao governo: israelense, americana. E até agora nenhuma nos deu segurança. Essa medida é fundamental e estratégica. Não tenho dúvidas que vamos dar um avanço no combate à violência se conseguirmos realizar essa ação nos principais presídios do Ceará".

Viabilidade

O titular da Sejus, secretário Hélio Leitão, também destacou a importância da legislação estadual no combate ao livre acesso dos presos aos serviços de telecomunicação irregular.

"Tecnicamente, isso é viável, criar uma área de sombra no perímetro do presídio. Unidade prisional é área de segurança. A ideia é que as operadoras façam isso, pois Segurança Pública é uma questão que não é só do Estado, é de toda a sociedade. As operadoras são chamadas a dar sua contribuição pois desenvolvem uma atividade regulada, uma concessão pública", disse.

Segundo o secretário, também caberá às operadoras pensar em uma solução que impeça o uso das redes de telefonia dentro dos presídios cearenses mas não interfira na oferta do serviço aos clientes que morem no entorno das unidades. "Com essa iniciativa, as operadoras estão sendo corresponsabilizadas. Elas dispõem de ferramentas técnicas para fazer com que isso fique na área da unidade prisional, que é uma área de segurança, repito", indicou Leitão.

Diário do Nordeste