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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Rombo de mais de R$ 6 milhões na UFC é alvo de operação da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (11), a Operação Gourmet, para coibir fraudes em licitações cometidas por empresas, pessoas físicas, inclusive servidores públicos federais que causaram prejuízo superior a R$ 6 milhões à Universidade Federal do Ceará (UFC). 
Conforme a PF, 15 pessoas estão envolvidas nos esquemas de fraudes, além de 10 empresas. Também já foi comprovado o vínculo de servidores públicos da Universidade e donos das empresas, o favorecimento das empresas em processos licitatórios entre 2009 e 2012 e a participação de empresas-fantasmas, que existiam apenas no papel, para desviar recursos. 
O nome da operação refere-se ao fato de grande parte do desvio de recursos apurados, em torno de R$ 2 milhões, ter ocorrido do pagamento de refeições do restaurante universitário. As outras irregularidades estão relacionadas à contratação de eventos e à manutenção de instalações.
A operação tem como objetivo cumprir 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza e Caucaia, expedidos pela 12ª Vara Federal de Fortaleza. Os grupos atuaram entre os anos de 2009 e 2012, praticando irregularidades nas contrataçõeslicitações e na aplicação de recursos públicos da UFC.
Os crimes investigados são dispensa indevida de licitação, formação de quadrilha ou bando, fraude em licitação, falsidade ideológica, superfaturamento, peculato e lavagem de dinheiro.  
UFC afastou servidores por recomendação da CGU
 
Em nota, a UFC informou não ter recebido comunicação a respeito das ações realizadas pela PF na manhã desta quinta (11). Para a Universidade, trata-se, supostamente, de "cumprimento de ordem judicial no âmbito de uma ação em curso há bastante tempo e que se relaciona a denúncias veiculadas em 2012". Em relação a isso, a UFC esclarece que já havia acatado todas as recomendações apresentadas pela Controladoria Geral da União (CGU), tendo afastado servidores, instaurado processos administrativos, suspendido contratos e retido valores objetivando a recomposição do erário. Tais providências, segundo a entidade, foram acompanhadas pela CGU e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Fonte: Diário do Nordeste