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27 de julho de 2019

Preços de seguro de carro na Capital caem até 64,08% no 1º semestre

Por Camila Marcelo, camila.marcelo@diariodonordeste.com.br 23:00 / 26 de Julho de 2019
Com entrada de novas seguradoras no mercado, concorrência se acirrou e preços reduziram, conforme levantamento realizado pelo Sistema Verdes Mares, com base em dados da Bidu Corretora
O seguro do modelo Jeep Renegade foi o que apresentou maior recuo na Capital

 Sexo e idade do condutor, além do endereço, principalmente de pernoite do veículo, são os itens que mais influenciam no valor do seguro automotivo. Mas no primeiro semestre deste ano, outra variável apareceu com mais força, derrubando os preços analisados em até 64,08%. 

“Tivemos uma concorrência sadia entre as seguradoras que baixaram os preços. Apareceram algumas empresas entrantes no mercado de seguro de automóvel, e isso fez com que o preço reduzisse. Então, a concorrência foi um norte”, destaca o corretor de seguros, Leniebson Rocha. 

Segundo levantamento da plataforma Bidu e análise do núcleo de dados do Sistema Verdes Mares, comparando números de janeiro e julho de 2019, o Jeep Renegade foi o modelo com maior queda do preço. No perfil feminino, por exemplo, o seguro do carro caiu de 36,27% para 64,08%, saindo do preço médio de R$ 6.207,00 para R$ 2.229,50.

Na pesquisa, foram consultados sete bairros de residências (usando dois CEPs de cada um para comparação) e um comercial (Centro). O estudo considerou 10 modelos de carros e perfis de homens e mulheres com 35 anos, casados e sem filhos, com garagem em casa e no trabalho.
Veja aqui o levantamento na íntegra:

Violência

Outro fator gerou repercussão no valor: a queda de sinistros e roubos. No primeiro semestre deste ano, conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, o número de roubos a veículos no Ceará recuou 45%. Caiu de 5.042 no primeiro semestre de 2018 para 2.609 entre janeiro e junho de 2019. Os furtos, porém, aumentaram 1,7% no período, com 2.027 casos.

A redução na violência é tendência desde o ano passado. Considerando apenas roubos, houve um recuo de 16,3% no Ceará, saindo de 11.133 casos para 9.319. Conforme a Superintendência de Seguros Privados, houve queda de 0,92% em 2017 e de 1,86% em 2018 nos sinistros no Estado envolvendo também furtos e colisões, entre outros. 

“A seguradora não consegue enxergar rápido (as mudanças), chega a levar nove a doze meses para poder entender a logística do mercado, tanto a evolução como a involução do sinistro de roubos. Mas um fato marcante mesmo foi a concorrência entre as seguradoras, que fez baixar o preço. Ou faz isso ou está fora do mercado”, pontua Rocha.

Avaliação

Para o corretor, em ordem de maior impacto sobre o preço do seguro estão idade, bairro para pernoite, meio de utilização do transporte, estado civil e garagem. A idade do condutor de 18 a 25 anos, por exemplo, é considerada de risco, tendo uma redução considerável depois dos 26.

A taxa básica de juros (Selic) também é uma das variáveis pelo fato da seguradora investir o prêmio recebido no mercado financeiro. “Quando ela (a seguradora) tem dificuldade em aplicar o dinheiro, não tendo retorno financeiro, perde rentabilidade. É nesse ponto que buscam ser mais eficientes com relação à indenização e precificação”, aponta.

Dessa forma, as empresas ficam mais seletivas e até negam em caso de restrição cadastral. “Isso é um filtro que ela tem, porque uma pessoa com restritivo anda preocupada ou pode utilizar o seguro para fazer uma fraude e obter dinheiro”, completa.

Para reduzir o valor do seguro, a dica de Bruno Niggli, especialista da ComparaOnline, é usar aplicativos da seguradora que monitoram a condução do motorista, dando bônus conforme o perfil de direção, e renovar sempre com a mesma empresa, tendo bônus de mais de 30% (desconto), comparando o primeiro contrato com a segunda renovação.

Red; DN