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10 de agosto de 2016

Mandante de grupo de extermínio é condenado a 14 anos de prisão


Um empresário, apontado como mandante de um grupo de extermínio, foi condenado por homicídio duplamente qualificado (torpeza e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e formação de quadrilha. Firmino Teles de Menezes deverá permanecer 14 anos preso, em regime inicialmente fechado.

O julgamento foi presidido pelo juiz Antonio Carlos Pinheiro Klein Filho, titular da 4ª Vara do Júri da Capital na última segunda-feira (8), no Fórum Clóvis Beviláqua. Os jurados acataram a tese da acusação, patrocinada pelo promotor Antônio Edvando Elias de França. A defesa, promovida pelo advogado Francisco Antônio Eugênio Viana, alegou negativa de autoria.

Crime

Conforme os autos, o réu ordenou a morte do também empresário Carlos dos Santos Marques, em 16 de maio de 2005. Por volta das 19h daquela data, no bairro Serrinha, a vítima foi abordada por dois indivíduos com capacetes, conduzindo uma motocicleta não identificada, que atiraram e fugiram, segundo a denúncia do Ministério Público do Estado (MPCE). Carlos morreu no local.

A rixa teria tido início por culpa de uma negociação financeira entre os dois. Carlos, dono de uma madeireira, fornecia matéria-prima para o empreendimento de mesmo nicho daquele que seria seu algoz. Firmino teria deixado de repassar dinheiro a ele e a alguns sócios.

A partir das discórdias, ocorreram quatro mortes de pessoas ligadas à madeireira de Firmino. Os crimes foram desvendados por meio de interceptações telefônicas entre os integrantes do grupo de extermínio.

Em novembro de 2007, uma operação da Polícia Federal prendeu 20 pessoas ligadas ao grupo. Em 2008, Firmino foi condenado a 17 anos pela morte de um dos sócios que mandou matar.

Diário do Nordeste