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sábado, 4 de julho de 2015

Mortandade de peixe gera prejuízo de R$ 18 milhões no Castanhão, no CE


O prejuízo com a mortandade de peixes no Açude Castanhão, no Ceará, pode chegar a R$ 18 milhões. Os produtores do Jaguaribe dizem que perderam quase 100% de toda a produção de tilápia, principal renda das cidades da região.

Nos últimos cinco dias, foram retirados do açude cinco caminhões com peixes mortos. A estimativa é de que cerca de três mil toneladas de tilápia apodreceu e ficou inadequada para o consumo.

De acordo com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), na maioria das vezes, a mortandade de peixes está associada com a baixa concentração de oxigênio dissolvido na coluna de água.

O oxigênio, conforme a Cogerh, dissolvido na água, tanto pode ser oriundo da incorporação do ar à coluna de água, pela ação dos ventos, quanto pelo oxigênio produzido pela fotossíntese das algas, sendo que esta concentração de oxigênio dissolvido é variável de acordo com a profundidade da coluna de água.

A Cogerh ressalta que não procede a alegação de que a operação da válvula pode ter sido a ocasionadora da mortandade. Uma equipe da Cogerh vai ao local para realizar uma investigação mais detalhada no local.

Açude Castanhão
O Açude Castanhão localizado na Região Hidrográfica do Médio Jaguaribe, no município de Alto Santo, tem capacidade de acumulação de água de 6,7 bilhões m³, atualmente com 1,34 bilhão m³ (20%).

O reservatório é de responsabilidade do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) e é operado, em parceria, com a Cogerh. O Açude Castanhão pereniza o Vale do Jaguaribe pela válvula dispersora com vazões que variam de acordo com as necessidades da operação, respeitando as médias estabelecidas pela alocação negociada, procurando o atendimento eficiente dos usos múltiplos.


G1/CE