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15 de outubro de 2014

Justiça concede habeas corpus a Vitor Quinderé

O bacharel em Direito Vitor Quinderé Amora, condenado a 24 anos, 10 meses e 15 dias por assassinar um comerciante a golpes de chave de fenda em uma discussão de trânsito, teve habeas corpus concedido pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará nesta terça-feira (14).
O réu solicitou à Justiça o direito de recorrer da sentença em liberdade. Os magistrados concordaram e, em reunião, o habeas corpus foi concedido por unanimidade. 
O relator do processo, desembargadorFrancisco Gomes de Moura, alegou que "a prisão preventiva, no presente caso, é medida demasiadamente gravosa, sendo desnecessária". Segundo o desembargador, "o magistrado não pode se dar ao luxo de ceder às pressões populares, deixando-se entregar a paixões e emoções quando da elaboração de suas decisões". 
Com isso, Moura decidiu que o bacharel em Direito cumpra medidas cautelares para ter direito ao habeas corpus. O réu deverá se apresentar mensalmente ao juízo para informar e justificar suas atividades, não poderá frequentar locais com acumulação de pessoas como bares, restaurantes, clubes e afins, não poderá se ausentar de Fortaleza, deverá recolher-se sempre à noite e nos fins de semana e feriados, além de submeter-se à fiscalização eletrônica.
Vitor Quinderé havia tido negado o pedido de habeas corpus por liminar, em 27 de agosto. O mesmo desembargador Francisco Gomes de Moura negou, à época, a solicitação dos advogados Clayton Marinho, Leandro Vasques e João Victor Queiroz. Ele foi julgado em 7 de agosto, condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado em concurso material com tentativa de homicídio duplamente qualificado.
Matou homem e lesionou pai após discussão no trânsito
De acordo com os autos do inquérito, José Wildson se envolveu em acidente de pequenas proporções. O pai dele, José Wilson, foi ao local para acompanhar o filho e aguardar a chegada da perícia. Vitor passava pela via e, incomodado com o congestionamento, foi tirar satisfações. Houve um desentendimento e o então estudante do curso de Direito foi até o carro e retornou ao local do acidente portando uma chave de fenda. Ao tentar agredir José Wilson, Wildson interviu, foi ferido, e morreu três dias depois.
Fonte: Diário do Nordeste