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28 de março de 2014

STJ nega liberdade a ex-diretor da Petrobras preso em operação da PF


Paulo Roberto Costa foi preso por suspeita de destruir documentos.
Preso no Paraná, ele é investigado por suposto recebimento de propina.


A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Regina Helena Costa negou nesta sexta-feira (28) pedido de liberdade feito pela defesa do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Ele foi preso na semana passada, pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, por suspeita de interferir nas investigações de um esquema de pagamento de propina em troca do favorecimento a empresas em contrato para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

A PF informou que ele tentou destruir documentos e em sua residência foram apreendidos R$ 700 mil e US$ 200 mil em espécie.
Na decisão do STJ, Regina Helena Costa afirma que não vê constrangimento ilegal na prisão e argumenta que o STJ não pode analisar o caso até que haja uma decisão de mérito do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, onde outro pedido de habeas corpus já foi negado em decisão liminar.

No pedido feito ao STJ, a defesa de alegou que seu cliente não poderia mais interferir na coleta de provas, porque sua  casa e escritório de Costa, bem como a casa de parentes, já foram revistados pela polícia e que documentos já foram apreendidos.

Os advogados do ex-diretor afirma ainda que a transferência de Costa do Rio de Janeiro, onde foi preso, para Curitiba, é ilegal.
Paulo Roberto Costa também é investigado no Ministério Público Federal pela compra pela Petrobras de uma refinaria em Pasadena, no Texas (EUA). Após uma disputa judicial com um sócio belga, a estatal foi obrigada a adquirir a usina por US$ 1,18 bilhão.
Créditos ao Site G1.